A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/12/2020

A Revolução Industrial, iniciada na metade do século XVIII, representou inúmeros avanços no setor de produção, decorrente, principalmente, pelo extrativismo de matérias primas. Embora esse movimento tenha sido fundamental para o avanço tecnológico, tal processo foi acompanhado por uma regressão na consciência ambiental, em virtude das intensas ações antrópicas não administradas pelo Estado. Nesse sentido, ao que tange a consciência ambientalista, o Brasil atualmente assemelha-se ao primeiro marco industrial, em decorrência tanto pela ineficiência de políticas públicas quanto pelos valores sociais.

Vale destacar, em primeiro plano, de que forma ocorreu a construção de virtudes que negligenciam a sustentabilidade. Sob esse viés, consoante a teoria de Habitus do filósofo Pierre Bordieu, o corpo social apresenta padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente reproduzidos. Assim, aos indivíduos estarem sob a ótica do primeiro desenvolvimento industrial, foi inserido informações por instituições a alta atividade antrópica como intangível ao meio ambiente, consequentemente, esse valor postergou-se a séculos seguintes perpetuando-se hodiernamente. Logo, uma mudança de valores é fundamental para transpor barreiras a esse quadro.

Por conseguinte, segundo o princípio de responsabilidade do filósofo Hans Jones, o ser humano necessita cuidar da natureza, pois esse faz parte dela. Entretanto, atualmente nota-se uma deturpação a esse conceito, visto que ocorre uma desvinculação da relação entre o coletivo e o meio ambiente ocasionado pela inconsciência ambiental, Desse modo, pode-se atribuir esse fator ao Estado ocasionado pela deficiência educacional nesse âmbito, uma vez que os governantes atendem aos anseios sociais, e grande parte da população não exige medidas que visam a mudança desse cenário, o que corrobora para a persistência da falta de sustentabilidade na sociedade.

Conforme informações supracitadas, ficam evidentes problemáticas à conscientização ambiental no Brasil, sendo necessário intervenções. Logo, o Ministério da Educação deve, por meio de aulas e palestras nas escolas, reestabelecer a vinculação do corpo social e a natureza, magnificando o progresso humano pelo caminho conjunto desses, com o intuito de criar cidadãos que sejam conscientes ao que concerne o meio ambiente. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deve, através de guias básicos, informar a população de que modo essa possa praticar a garantir a conscientização na sustentabilidade, a fim estabelecer um maior número de indivíduos engajados na questão ambiental consciente.