A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/12/2020
Hans Jonas, filósofo Alemão, defende o conceito chamado “Ética das Responsabilidades,” segundo o qual o homem define-se pela responsabilidade que assume em prol das gerações futuras. Entretanto, este ideal encontra-se deturpado no Brasil, uma vez que a falta de consciência ambiental permite que o ser humano não esteja assumindo uma postura responsável diante do futuro. Nesse sentido, essa realidade se deve, essencialmente, uma cultura capitalista enraizada em sociedade, bem como de uma negligência estatal frente à problemática.
Em primeiro plano, é preciso analisar à realidade capitalista existente no contexto atual. Nela, a maximização dos lucros é o principal objetivo, ainda que para isso seja necessário destruir o meio ambiente. Nesse ínterim, de acordo com o documentário “Planeta em destruição”, publicado em 2016, mostra que 32 bilhões de toneladas de dióxido de carbono são lançados na atmosfera todos os anos, fato que altera as condições de vida dos seres, como aumento das temperaturas, períodos longos de secas e a extinção de algumas espécies de animais devido as condições climáticas alteradas. Sob esse viés, isso acontece, porque grandes indústrias não respeitam protocolos como o de Kyoto, que visa à redução de emissão de gases poluentes. Dessa forma, é notório que o olhar voltado apenas para a produção e para os lucros coloca à deriva o meio ambiente e a vida na Terra.
De outra parte, é preciso pontuar a omissão estatal como um dos impulsionadores do impasse. A esse respeito, a Carta Magna, promulgada em 1988, garante a todos o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo dever do Estado e da sociedade preservá-lo. No entanto, o Governo é falho em garantir essa premissa, haja vista que a falta de ações coletivas de incentivo ao plantio de árvores, reciclagem de lixos e redução de queimadas, permite que a consciência ambiental não seja empregada em sociedade. Logo, faz-se necessário mudanças estatais que visem garantir tal direito à população.
Portanto, é imprescindível a consciência ambiental. Acerca disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), promover uma maior conscientização a respeito do meio ambiente, por meio da redução dos lançamentos de dióxido de carbono em cada estado, a partir de multas às fábricas e estabelecimentos que lançarem na atmosfera gases poluentes acima do permitido pelo MMA. Ademais, urge ao Governo Federal e em parceria com prefeituras municipais, elaborarem projetos que visem o plantio de árvores nas cidades, coleta seletiva de lixos e a proibição às queimadas, a fim de construir a criticidade e a conscientização nos indivíduos e garantir um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Assim, dessas medidas, será possível alcançar o ideal proposto por Hans Jonas.