A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Francis Bacon, em sua ilustre obra “A Nova Atlântida”, relata uma sociedade sublime, a qual se molda usando a junção técnico-científica para compreender os fenômenos naturais e o cristianismo como forma de redenção da humanidade. No entanto, a realidade hodierna observada é oposta àquilo que prega o autor, visto que a baixa concientização ambiental no Brasil apresenta entraves, os quais dificultam a concretização dos planos de Bacon. Tal dicotomia é fruto tanto de problemas políticos, quanto educacionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de uma melhor estruturação social.

Inicialmente, faz-se relevante pontuar a atuação ineficiente dos setores governamentais. Pois segundo Thomas Hobbes, o Estado deve assemelhar-se à figura mitológica Leviatã na proteção dos mais fracos, entretanto isso não acontece. Já que, devido a mudanças econômicas e das relações consumistas ocasionadas pela Revolução Industrial, houvera uma aumento da procura por matérias primas, principalmente em paises sub-desenvolvidos, que combinado a negligência das autoridades em vigiar e punir excessos, ocasionou uma escalada de crimes contra a natureza, que pode exercer um efeito cascata, prejudicando assim futuras gerações. Desse modo, urge que tal postura estatal sofra reformulações.

Ademais, é imperativo ressaltar  o sistema educacional como fomentador do problema, uma vez que falha em formar cidadões aptos a assumir seus deveres, que envolvem, entre outros, o cuidado do meio em que vivem. Partindo desse pressuposto, fica evidente que a falta de matérias formadoras, as quais ensinem o papel e a impontância de ações conscientes na sociedade, prejudica a questão ambiental, pois algumas pessoas mal instruitas, podem causar danos à milhares , como em acidentes a exemplo das barragens de Brumadinho e Mariana. Tudo isso retarda a resolução do problema, visto que a má formação colabora nessa perpetuação deletéria.

Portanto, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se, que o presidente como figura máxima da República, apresente ao congresso um plano ambiental, que atuará especialmente em duas frentes: primeiro deve se buscar a  aprovação de recursos para aumentar o efetivo e dar treinamente eficaz aos funcionários do Ibama, os quais terão condições de melhorar o trabalho tático e da inteligência no combate aos crimes ambientais. Como também, federalizar a educação fundamental e média, fazendo assim o nivelamento do ensino e aplicar matérias excenciais para a formação de melhores cidadãos na Nova Base Comum Curricular. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto infesto do problema, e a coletividade dará, enfim, um passo em direção à utopia Baconiana.