A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 21/12/2020
No filme “Wall-e”, é retratado o cenário apocalíptico do planeta Terra após anos de consumismo desenfreado e degradação ambiental. Hodiernamente, fora da ficção, embora após anos de campanhas educativas e conscientizadoras, a questão da falta de consciência acerca dos recursos naturais ainda é uma realidade no Brasil, haja vista sua relação com aspectos financeiros e com a negligência governamental. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas a fim de solucionar essa grave e inercial problemática.
Em primeiro plano, Karl Marx, em sua obra literária “O capital”, destacou como os aspectos financeiros possuem relação direta com o ordenamento comunitário. Desse modo, embora apresente outros motivantes, é fundamental elencar a participação da economia na degradação ambiental. Esse fato é elucidado pela hiper-valorização das divisas que, de forma imoral e irresponsável, força muitos indivíduos a degradarem, de forma indevida, os recursos ambientais, seja pelo desmatamento, seja pelo sobrecarregamento de ecossistemas. Sendo assim, além de validar o papel do dinheiro nessa conjuntura, essa situação reverbera um empecilho, na medida que o pensamento não sustentável deflagra vários problemas, como: efeito estufa e ilhas de calor.
Ademais, desde o período da colonização, a Coroa Portuguesa incentivava a exploração do Pau-Brasil, sem levar em conta o tempo de recuperação vegetal e o impacto imediato dessa política predatória. Na atualidade, apesar de em outro cenário, os órgãos administrativos nacionais mostram-se inoperantes no trato ambiental, haja vista as constantes queimadas que afetam a fauna e a flora do Brasil. Posto isso, é indubitável que essa negligência reflete aspectos históricos e geopolíticos, visto que além de catalisar perdas genéticas únicas, faz com que a nação sofra pressões internacionais que afetam nossa balança comercial. Nessa ótica, a defasagem no que se refere a questão da falta de consciência ambiental reverbera as atuais complicações, em que heranças atemporais irresponsáveis são mantidas e a nação não progride nos quesitos naturais e econômicos.
Portanto, com o intuito de reverter esse quadro deplorável, o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, deve alterar o estilo de ensino ministrado nas escolas do país, mediante a adoção de um lecionamento politizador e ambientalmente correto, intermediado por simpósios e cartilhas que instaurem, no Brasil, futuros indivíduos comprometidos com o meio ambiente, o que diminuirá os problemas supracitados e contribuirá para a longeividade mundial. Por fim, é dever do Estado fortalecer as campanhas protetivas, para que, assim, cenários, como o evidenciado em Wall-e, sejam mantidos em obras cinematográficas.