A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/12/2020

A convenção Rio-92, no ano de 1992, buscou unir o Brasil e o mundo na busca por um desenvolvimento sustentável, isto é, que coexista em harmonia com a natureza. Entretanto, as práticas de poluição atuais no Brasil, principalmente pelo setor privado, mostram a falta de consciência no país quanto aos ideais de preservação ambiental da convenção.

Inicialmente, é notável o papel poluidor da iniciativa privada agente no Brasil, que atualmente é o sexto colocado no índice de países que mais poluem. De acordo com dados do Seeg, 71% das emissões de gás carbônico no Brasil são ocasionadas pelo setor agropecuário, que além disso é responsável por 90% dos desmatamentos ilegais no país, esses dados sendo fornecidos pela organização Forest Trends. Ou seja, dois impactantes atos de poluição são feitos, em sua grande maioria, por uma única indústria que abusa de uma legislação ineficiente para lucrar mais.

É necessário, a fim de entender a condição ambiental brasileira, compreender o que tais formas de poluição representam. O desmatamento ilegal e a emissão de gases poluentes atingem respectivamente as terras e os céus, sendo então responsáveis pela diminuição na biodiversidade,  redução da qualidade de vida local, surgimento de doenças e aceleração do processo de aquecimento global, responsável pela alteração das temperaturas médias do planeta, podendo comprometer toda a vida no globo terrestre, de acordo com dados do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas.

Destarte, é vital combater a falta de consciência ambiental do setor privado brasileiro. Sendo dever do Estado, por meio do Congresso Nacional, elaborar um conjunto de leis que busquem regulamentar e multar agentes que destroem o meio ambiente, alcançando assim uma redução nos índices de poluição e desmatamento no Brasil e, finalmente,  possibilitando o país caminhar na direção de um desenvolvimento sustentável.