A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 20/12/2020
A Conferência Ambiental “ECO-92”, assinada na cidade do Rio de Janeiro, concluiu que se os países prosseguissem com a perpetuação da produção de maneira predatória, não haveriam recursos suficientes para manter a vida no próximo século. Nesse cenário, nota-se a ausência de consciência ambiental em questão na conjuntura moderna, realidade que também consolida o padrão atual brasileiro. Diante disso, faz-se preciso compreender como a ineficácia governamental em contingenciar essa problemática acarreta consequências negativas para o futuro do país.
Em primeiro plano, é necessário entender o que é consciência ambiental e como o governo tem falhado em disseminar essa forma de pensamento. Assim, conforme a empresa Ambscience “consciência sustentável é compreender o meio ambiente em sua totalidade e as consequências que certos atos no cotidiano podem causar a ele”. Nesse sentido, tanto pequenos atos diários, a exemplo da economia de água e reciclagem residencial, quanto atitudes maiores de cunho preservacionista, tal como contingenciamento do desmatamento e diminuição de emissão de poluentes vão ao encontro dessa perspectiva. Contudo, por meio de falas que incentivam o desmatamento da Amazônia e negligência com as recentes queimadas no Pantanal, a postura hodierna governamental tem indo de encontro a esses ideais de sustentabilidade.
Diante do exposto, o filósofo Hardin afirma que “a ganância individual condena os recursos coletivos à falência. Logo, é nítido que o caráter desenvolvimentista hodierno, movido pela política capitalista de lucro, acarreta prejuízos para o futuro da nação. Assim sendo, a exploração contínua fomenta o desaparecimento dos fatores abióticos e a extinção de espécies, o que interfere em todo o nível ecológico local. Além disso, a perturbação do meio aumenta a ocorrências de desastres, como deslizamentos e enchentes. Isso posto, a animação infanto-juvenil “O Lórax-” exemplifica as condições desse caráter exploratório ao retratar uma sociedade que precisa produzir recursos artificialmente.
Destarte, é evidente que a falta de consciência ambiental é um grave entrave. Portanto, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Justiça, adotar um caráter que equilibre desenvolvimento com preservação, a fim de promover a garantia da seguridade das leis ambientais. Por conseguinte, essa proposta será realizada por meio da parceria com o Ministério da Economia, o qual deve direcionar parte da verba da Lei de Diretrizes Nacionais para a instauração de sistemas de sensoriamento e da contratação de uma guarda florestal eficiente que preserve a fauna e flora brasileira, com o fito de atenuar as práticas de atividades ilegais que ameaçam o futuro das novas gerações. Com essas medidas, poderá ser satisfeita a proposta da “ECO-92, afastando-se da realidade do “Loráx”.