A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 20/12/2020
Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Entretanto o que hoje se vê no cenário brasileiro é o desleixo para com a sustentabilidade ambiental, por parte, inclusive, de autoridades. Quanto as causas, pode-se apontar pelo menos dois fatores que contribuem para a ocorrência de tais práticas: a deficiência educacional e a insuficiência legislativa.
Sobre a educação, sabe-se que ela é um dos principais fatores na economia de um país. Hodiernamente ocupando a décima-segunda posição na economia mundial, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no desenfreado e irresponsável desmatamento e queimadas na Amazônia e Pantanal, pois, como cita o filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Diante disso, parte fundamental para o desenvolvimento sustentável passa por melhoria do conteúdo/sistema de ensino popular.
Faz-se relevante, ainda, salientar a insuficiência legislativa, ou seja, ausência de leis e/ou falhas em suas aplicações como impulsionador do problema, visto que, segundo o Greenpeace, organização ambiental sem fins lucrativos, mesmo sendo proibidas por lei, desde Julho a Amazônia e Pantanal registram recordes de queimadas. Além disso, posturas levianas do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ao negar ou minimizar os efeitos da destruição de florestas impulsionam a continuação de tal desastre.
Então, sendo a deficiência educacional e a insuficiência legislativa grandes responsáveis pelo colapso ambiental, medidas para contorno dessa calamidade pública podem ser, por exemplo, inclusão de educação ecossistêmica na grade estudantil do ensino fundamental e médio, além da revisão, seguida de criação de leis que garantam a erradicação de práticas destrutivas ao meio ambiente. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre o Ministério do Meio Ambiente e o Poder Legislativo, que por meio de diálogos devem estabelecer planos e medidas para o combate dessas afrontas sociais. Nesse sentido, o intuito de tais ações é proteger os brasileiros, assegurando a devida e saudável qualidade de vida.