A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
O ativista indiano Mahatma Gandhi diz que “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância.” Com tal afirmação pode-se constatar que apesar da natureza ser a maior fonte de vida para os seres humanos, a arrogância e a busca desenfreada por lucros se tornou um problema social cada vez mais preocupante. Sendo assim, dois aspectos fazem-se relevantes: com a ação humana por trás do desmatamento e queimadas afeta o meio ambiente e a falta de medidas preventivas para ações ilegais.
De acordo com dados da Global Forest Watch, o Brasil foi o país que mais destruiu suas florestas em 2019. Tal fato é resultado de diversas queimadas criminosas de empresas que visam lucrar com o comércio milionário de madeira, negócio que gera lucros exorbitantes aos vendedores, e da ação de grileiros e agricultores locais para limpar áreas para agropecuária, o que incentivou o desmatamento desenfreado que afeta os principais biomas do país, tais como a Amazonia, Pantanal e Cerrado. As atividades ilegais realizadas pelo agronegócio e indústrias afeta negativamente o país e são responsáveis pelo desequilíbrio climático, pela perda da biodiversidade, já que muitas espécies da fauna e da flora brasileira são extintas, pela geração de resíduos tóxicos pela produção agropecuária e pela degradação do solo e esgotamento de nutrientes.
Segundo Paulo Barreto, pesquisador sênior da ONG Imazon, o governo potencializou as ameaças que levam ao desmatamento. O negacismo do Estado acerca da crise ambiental enfrentada em território nacional e o afrouxamento do sistema de controle de desmatamento mostra que o governo federal não está investindo em ações preventivas e que protejam o meio ambiente, fato que se comprova com o crescimento de 34,5% nos alertas de desmatamento em 2019-2020, segundo o Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além disso, nota-se o retrocesso legislativo do país, como no caso da Lei da Proteção da Vegetação Nativa, que anistiou diversos proprietários rurais que desmataram milhões de hectares até entrar em vigor e isentou multas de seus atos infratórios, cria uma dificuldade cada vez maior de frear a ocorrência desses casos.
Diante dos argumentos supracitados, o Ministério do Meio Ambiente deve investir e realizar ações fiscais que visem controlar e monitorar as atividades realizadas pelas empresas e propriedades rurais que exploram recursos naturais, a fim de impedir que haja o desmatamento de áreas florestais e a defazagem do meio ambiente. Ademais, faz-se necessário que o Estado seja inflexível e aplique as leis corretamente, para que qualquer atitude que afete áreas de preservação seja punida e que os responsáveis respondam legalmente pelo crime, controlando o surgimento de possíveis novos casos.