A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
No romance “O Guarani”, José de Alencar relaciona o índio com a natureza harmonicamente. No entanto, não é essa forma romântica que prevalece no mundo hodierno, em uma sociedade como a brasileira, que enfrenta a falta de consciência ambiental. Sob tal ótica, é imprescindível combater a exploração desenfreada e a indubitável finitude da natureza.
Em primeira análise, é importante destacar que a exploração desenfreada está entre as principais consequências da falta de consciência ambiental no Brasil. O homem retira do meio ambiente muito mais do que se é necessário, visando o lucro acima do bem estar ambiental. Pois, há a valorização do que é supérfluo. Assim como cita Zygmunt Bauman, “vivemos em tempos líquidos, nada é feito para durar”. Essa superficialidade leva por novas vontades, dentre elas, a busca constante por mais matéria-prima, levando a um eminente ciclo vicioso de consumo dos recursos ambientais.
Outrossim, a indubitável finitude da natureza agrava a problemática. O ser humano banalizou o fato de que a natureza não possuiu a capacidade de regeneração diretamente proporcional a sua extração. Segundo a filósofa Hannah Arendt, o mal torna-se banal quando os valores éticos duvidosos dos integrantes políticos ou empresariais influenciam a organização a qual ocupa, ou seja, a morte de pessoas e os desastres ambientais são banalizados quando há interesse político ou financeiro. Assim como aconteceu em 1980 na cidade de Cubatão, onde se instalava um polo industrial, porém, as chaminés das fábricas não possuíam filtros e a poluição se alastrou pela mesma causando graves consequências. Sendo nomeada pela ONU, como a cidade mais poluída do mundo. Evidencia-se, assim, uma clara falta de consciência ambiental.
Infere-se, portanto, que a linha de comportamento que o Brasil está adotando precisa de medidas para solucionar tal problemática. Faz-se necessário que haja a promoção de ações governamentais, por parte do Ministério do Meio Ambiente, em que tenha uma fiscalização mais eficiente com a exploração desenfreada e multas mais significativas para as empresas que não cumprirem com as limitações estabelecidas. Ademais, o Ministério da Educação deve implantar nas escolas públicas projetos que visem à conscientização ambiental para os alunos, através de cartilhas educativas que ilustram os desastres e suas consequências, desse modo, desde cedo as crianças terem consciência do quanto é importante cuidar do planeta. Só assim a sociedade brasileira estará próxima da obra literária de José de Alencar.