A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Desde o descobrimento pelos portugueses, a relação com a natureza brasileira foi destrutiva. Da intensa extração do pau-brasil às queimadas do agronegócio, perdura até hoje a visão do meio ambiente como obstáculo a ser conquistado. Todavia, a prevalência desta mentalidade se trata, apenas, da ignorância em relação à descobertas científicas e seus potenciais.
Por exemplo, o prestigiado pesquisador Carlos Nobre, em suas pesquisas, demonstrou o potencial econômico da Amazônia. Segundo ele, o desenvolvimento sustentável da floresta seria mais lucrativo que seu desmatamento para o exercício da agropecuária. Ao se cultivar, colher e comercializar gêneros nativos à Amazônia, tem-se não apenas uma indústria mais lucrativa, mas também a preservação ambiental do bioma e de sua fauna e flora.
Entretanto, não se explora esta opção uma vez que descobertas científicas são mal divulgadas no país -pouca presença fora da mídia especializada-. Em adição, os filósofos da Escola de Frankfurt, como Adorno e Horkheimer, observam que a relação do ser humano com o ambiente é destrutiva pois, no decorrer da história, se formulou uma mentalidade violenta, não só contra o próprio ser, mas também com a natureza. Para estes pensadores a humanidade só poderá progredir uma vez que romper com esta linha de pensamento.
Sendo assim, para conscientizar a população brasileira da sua situação, a ação de organizações não governamentais na elaboração de palestras, e campanhas publicitárias, é vital. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, por meio de incentivos fiscais, deve estabelecer práticas mais sustentáveis como a sugerida por Carlos Nobre. Fazendo, dessa forma, com que o povo não apenas se torne consciente em relação ao tema, mas também quebre com a sua lógica destruidora e aja de maneira responsável.