A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 19/12/2020

Nos últimos séculos, a natureza viu-se tornar-se palco de acontecimentos históricos, como guerras e revoluções, que deixaram-lhe sequelas irreparáveis e que podem ser notadas até os dias atuais. Contudo, o Brasil tem enfrentado múltiplas adversidades com o meio ambiente nos últimos tempos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, 90% dos municípios brasileiros apresentam problemas ambientais, e entre os mais relatados estão as queimadas, desmatamento e assoreamento. Portanto, é certo dizer que, embora o ecossistema tenha sua forma natural de agir, essas questões possuem um fator em comum: o ser humano.

As queimadas no pantanal são um grande exemplo disso. Dados oficiais apontam o ser humano como principal responsável por essa prática, usando como justificativa o desenvolvimento social e econômico. Esta e outras práticas criminosas contra a natureza podem ser atribuídas aos altos índices de impunidade para com crimes ambientais. Uma pesquisa realizada pelo Imazon analisou 34 processos de crimes ambientais no Ibama, entretanto, apenas 3% deles foram concluídos.

Com a finalidade de conscientizar a população sobre a questão ambiental no Brasil, é necessário que, desde a infância, os indivíduos sejam expostos a propagandas de incentivo à preservação do ecossistema. Além disso, atividades recreativas em âmbito escolar podem ser essências para que o cidadão desenvolva hábitos conscientes em relação ao meio ambiente em seus primeiros anos de formação. E, afim de combater os crimes ambientais, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA intensifiquem as perícias para com as transgressões contra o ecossitema e punam os infratores devidamente.

Em razão dos fatos apresentados, conclui-se que, mesmo sendo o principal causador de problemas ao meio ambiente, o ser humano pode ser também sua única salvação, pois é seu bem mais precioso. Sobretudo,  é válido refletir que, de acordo com Mahatma Gandhi, “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância.”