A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 18/12/2020

O Arcadismo, escola literária do século XVIII, foi marcada pela grande necessidade de fuga a natureza, no qual não via mais sentido na vida urbana e a preservação do meio ambiente passado a ser uma situação a ser considerada. Nos tempos atuais, essa perspectiva parece ter sido esquecida ao constatar a falta de consciência ambiental diante das riquezas naturais, principalmente, no Brasil. Tal situação é evidenciada na precariedade da educação ambiental, bem como a escassez de investimentos que promovam a preservação.

Convém ressaltar, a princípio, que não é possível desenvolver uma consciência ambiental coletiva se não há discurso dessa temática. De acordo com o sociólogo Francis Bacon o conhecimento é um instrumento de poder. Nesse sentido, é possível relacionar que quando a educação torna-se um privilégio - sem qualificá-lo com acesso - é impossível cobrar atitudes conscientes de uma população que não tem entendimento sobre as consequências dos atos. Logo, enquanto a ignorância por regra, a consciência ambiental continuará sendo a exceção.

Outro ponto relevante, nessa temática, é que os investimentos para esse setor têm se tornado cada vez mais precários e uma realidade não debatida. Nessa perspectiva, o naturalista Charles Darwin popularizou-se no meio acadêmico com as teorias evolucionista no qual foi comprovado que o organismo mais adaptado tem mais possibilidade de sucesso diante como adversidades impostas pelo ambiente. Em analogia a tal teoria, os investimentos adquiridos como um mecanismo de adaptação para um futuro próximo menos problemática, uma vez que os causadores da destruição da natureza é a própria humanidade.

Contata-se, portanto, que é imprescindível que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que isso ocorra, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente promova oficinas educacionais nas instituições de ensino público - principalmente para o ensino fundamental - por meio de decretos deliberados nacionalmente através encontros e workshops com técnicos e profissionais da área que ensinem a importância da preservação e do desenvolvimento da consciência ambiental. Com isso seria possível utilizar a educação como instrumento de poder – como dito por Francis Bacon – e modificar gradativamente os impactos da humanidade na natureza retomando alguns princípios arcadianos.