A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/12/2020
No livro “Brasil, país do futuro”, escrito por Stefan Zweig, o autor aponta para a idealização de uma nação progressista em diversos âmbitos. Judeu e Austríaco, o historiógrafo fugiu de seu país natal sob ameaça nazista de Adolf Hitler, e encontrou refúgio no território canarinho, onde, segundo ele, seria uma terra próspera para a ruptura de hábitos maléficos ao corpo social. Entretanto, verifica-se que a questão da falta de consciência ambiental é bem notória no Brasil, apresentando-se antagonicamente ao ideário exposto por Stefan. Dessarte, essa realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e à falta de ativismo social.
Em primeiro plano, a Carta Magna de 1988, concebida por meio do processo de redemocratização, prevê, como garantia fundamental, o combate à degradação ambiental, bem como a conscientização social acerca do tema. Todavia, o Poder Estatal, por falta de políticas públicas, fere a legislação. Nesse sentido, o Ministério da Cidadania e o Ministério do Meio Ambiente não promovem a propagação de informações acerca da necessidade de incluir hábitos benéficos à biodiversidade do planeta no cotidiano da sociedade, de modo que promova a manutenção e o bom funcionamento ambiental. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal.
Em segundo plano, é fulcral destacar que a problemática encontra terra fértil na falta de ativismo social. Nesse ínterim, uma frase do filósofo frânces Nicolau Maquiavel, a qual diz que “mesmo as leis mais bem ordenadas são imponentes diante dos costumes”. Tal perpesctiva aponta para uma questão sociológica caracterizada pelo pensamento embusteado da sociedade em crer que a criação de leis é imperiosa na ruptura de grandes óbices, como é o caso da degradação ambiental. Consoante a isso, percebe-se que a inércia social faz com que o problema persista vivo na coletividade. Diante disso, com a falha nesse sistema, o meio ambiente torna-se vulnerável a mais problemas, o que prejudica a harmonia social.
Portanto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras educacionais pelo Brasil, alertando a sociedade acerca dos malefícios resultantes da degradação ambiental a curto e longo prazo, de modo que ocorra a massificação do termo na coletividade, por intermédio de propagandas sobre o tema. Ademais, a mídia deve promover, em níveis mundiais, “lives” sobre o tema, as quais deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, tendo como finalidade promover uma conscientização social e uma diminuição no número de casos. Assim, a ideia de Zweig deixará de ser ficção e, finalmente, será efetivada.