A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Com o advento da Quarta Revolução Industrial, pode-se observar que houve a intervenção humana no meio ambiente como forma de obtenção de matéria-prima para as atividades mercantis. Em consequência disso, analisa-se que a sociedade, sem consciência, tem levado os recursos naturais à degradação por meio da exploração desenfreada. Sendo assim, isso ocorre diante dois fatores principais: a insuficiência estatal e a fraca educação dada a população. Em vista disso, tal problemática é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.

A priori, a inobservância estatal reflete, para a sociedade, sua inconsciência ambiental ao não efetivar o artigo 225 da Constituição Federal que afirma o compromisso governamental com o meio ambiente. Nessa perspectiva, é lamentável que existam brechas para que o desmatamento, por exemplo, continue se perpetuando e provocando uma onda de resultados que vão desde a alteração das chuvas até a intensificação do aquecimento global. Dessa forma, reafirma-se esse canário a partir de dados da Greenpeace que apontam que o Brasil é a nação que mais desmatou em 2019, sendo, portanto, um índice que faz refletir a representatividade e a consciência do Brasil no que tange a valorização do meio ambiente. Posto isso, deve-se atual na real mobilização do Estado para a preservação ambiental.

A posteriori, a população não é educada para compreender a necessidade em preservar a biosfera. Desse modo, a educação escolar negligencia ensinamentos sobre o assunto em questão em detrimento de disciplinas voltadas, em sua maioria, mais para a formação técnica do que para uma consciência ambiental. Por consequência, evidencia-se que as pessoas desconhecem os impactos de suas ações para a natureza o que, por sua vez, é reafirmado pelo IBGE, que diz que aproximadamente 50% da população não possui educação ambiental. Dessa maneira, infelizmente, a população pouco têm avançado no quesito mobilização ambiental, pois, o cenário atual continua a remeter ao período pré-científico em que as pessoas degradavam o meio por desconhecer os resultados negativos. Portanto, visa-se intervir de na maior atenção dada a educação ambiental.

Em suma, fica clara a necessidade de intervenção na problemática. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiental deve contratar pessoas, por meio de concursos públicos, para a formação de uma equipe que vise educar a população acerca da preservação do meio ambiente e dos impactos ambientais causados pela ação humana. Nesse viés, os contratados deverão formular um projeto que, por meio de palestras e atividades dinâmicas, leve, não só para as escolas, mas também para a praça pública, discussões para a instrução do corpo social para que, assim, seja possível avançar no tópico referente à consciência ambiental. Logo, corroborar para o equilíbrio das relações ecológicas.