A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/12/2020
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - prevê que é dever do poder público e da sociedade à preservação do meio ambiente. No entanto, na conjuntura contemporânea, ao se observar o cenário nacional, percebe-se que essa prerrogativa não é efetiva na prática, em virtude da falta de consciência ambiental no âmbito social. Nesse contexto, urge analisar como o sistema capitalista e o individualismo impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a negligência acerca das questões ambientais está intrinsecamente relacionada à lógica capitalista. Segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento dos valores. Sob tal ótica, a irracionalidade desse sistema se opõe ao desenvolvimento sustentável, à medida que a expansão do mercado consumidor propiciou um aumento significativo na exploração dos recursos naturais, como a água e a flora.Tal panorama teve como impulso a flexibilização das leis ambientais que permitiram aos latifundiários dominarem à natureza, com o objetivo de atender interesses pessoais e acumularem mais capital.Desse modo,o capitalismo acelera o processo de deterioração do meio ambiente.
Outrossim, vale salientar como as relações individualistas corroboram para a permanência da omissão da coletividade em relação ao meio ambiente. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade pós-moderna é caracterizada por relações fluídas e egoístas.Nessa perspectiva, uma parcela da população prática hábitos pouco ecológicos, como jogar lixo em locais inapropriados, os quais estão associados ao mínimo engajamento do tecido social as questões ambientais.À esse respeito, poucas são as ações do governo que visam orientar os cidadãos a terem atitudes mais conscientes quanto ao tema ambiental, fato que propicia o manutenção de comportamentos individualistas que emergem na sociedade.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para promover a consciência ambiental na esfera social. Logo, cabe ao Poder Legislativo - órgão do Estado responsável pela elaboração e fiscalização das leis vigentes - criar uma norma mais rígida acerca do meio ambiente, a qual vise minimizar os impactos causados da exploração dos recursos naturais, uma vez que as leis hodiernas não são efetivamente cumpridas. Isso deve ser feito por meio do Congresso Nacional, a fim de proporcionar a manutenção do equilíbrio ambiental.Ademais,o Ministério da Educação deve promover nas escolas palestras que direcionem os discentes a terem hábitos mais suscentáveis,por intermédio de ambientalistas, com o fito de desconstruir atitudes individualistas.