A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 06/01/2021
“Os homens são miseráveis, porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao seu alcance”, dizia Pitágoras. Percebe-se, nesse sentido, que atualmente o meio ambiente, o maior bem do ser humano, é pouco valorizado. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da falta de consciência ambiental em questão no Brasil. Assim, pode-se dizer, que a má influência midiática e a falta de debate nas escolas são os principais responsáveis pelo quadro.
A priori, é imperioso destacar que a disseminação de práticas maléficas ao meio ambiente são frutos da má influência midiática. Isso porque, o uso excessivo de carros, de cigarros, de papeis, consumo compulsivo, são algumas das práticas que são disseminadas pelos grandes veículos de mídias, por meio de novelas e séries. Segundo Pierre Bourdieu, filósofo: “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”, no entanto, não é o que ocorre, uma vez que há uma necessidade de alívio cômico para mascarar a realidade sádica do meio ambiente, como o desmatamento e queimadas do pantanal do ano de 2020. Logo, percebe-se que os problemas da disseminação de práticas maléficas e de mascarar a realidade sádica do meio ambiente devem ser modificados.
Outrossim, é imperativo pontuar que o conformismo da população com a poluição ambiental deriva da insuficiência legislativa. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao observar que a insuficiência legislativa não é combatida pelo Poder Público, uma vez que esse não se manifesta e negligencia o Artigo 225, que se refere ao direito de todos ao acesso a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, tendo como principal responsável pelo mantimento dele o Poder Público. Ora, se o governo não se importa com a natureza e sua poluição, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio. Desse modo, faz-se mister a reformulação estrutural da consciência ambiental dos indivíduos em sociedade.
Depreende-se, por conseguinte, a necessidade de se combater a falta de consciência ambiental. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina de Educação Ambiental, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que os indivíduos consigam distinguir o correto do maléfico ao meio ambiente e cuidem melhor dele. Ademais, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, deve impor sanções a indivíduos que incentivam a degradação ou poluição da natureza, por meio de denúncias e fiscalizações, uma vez que é necessário o controle das práticas em sociedade. Quiçá, assim, tal hiato, reverter-se-á, para que os homens não sejam miseráveis, como dizia Pitágoras.