A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/12/2020
No filme de animação “Wall-E”, produzido pela Pixar, o panorama retratado é um futuro distópico, em que o ser humano não soube utilizar os recursos naturais presentes no planeta e acabou por esgotar todos eles. Fora das telas, esse futuro parece não ser tão distópico assim, haja vista que a falta de consciência ambiental continua a ser uma problemática persistente no Brasil hodierno. Isso é perceptível pois, não somente os governantes, mas também a população comum, mostram-se, muitas vezes, desinteressados em olhar para a realidade e tomar as medidas necessárias.
Em primeira análise, é de suma importância ressaltar que um dos papéis fundamentais que um líder deve desempenhar é o de ser exemplo aos demais. Todavia, no país, é notório que, usualmente, esse ponto essencial não é levado a sério. Isso se mostra factível quando percebe-se que, mesmo que o Pantanal tenha queimado 185% a mais do que em 2019 e a Amazônia 12%, o presidente Jair Bolsonaro insiste em negar os fatos, e faz isso inclusive em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), como afirma a máteria publicada no site do Greenpeace. Dessa forma, a nação mostra-se demasiadamente mal representada e com um enorme impecilho de progresso.
Em segunda análise, é salutar compreender que a culpa dos problemas ambientais brasileiros não deve ser imposta somente às autoridades maiores, pois é indubitável que a população comum também participe ativamente no processo de degradação ambiental. Isso é constatável quando se observa, por exemplo, a questão do descarte irregular do lixo, que além de danificar o solo e a vegetação através dos compostos químicos que são liberados, como o chorume, ainda serve como um agente intensificador das enchentes. Tendo isso em vista, fica claro que tal problemática está presente em todos os níveis da população.
Logo, considerando a magnitude do problema aqui citado, é imperativo que medidas educativas sejam de fato tomadas a fim de, a longo prazo, melhorar o panorama ambiental brasileiro. Para isso, é necessário que as escolas públicas e privadas promovam, dentro das disciplinas de ciências da natureza, o ensino da convivência harmônica do ser humano com o meio ambiente de forma teórica e, sobretudo, de forma prática, através de atividades dinâmicas, como, por exemplo, a realização de gincanas que premiem quem recolher mais lixo das ruas. Isso fará com que o ensino da temática ambiental se torne mais efetivo e palpável, à medida que desperte, na consciência das futuras gerações, a comoção necessária para enfrentar os obstáculos que a nação continuamente lida na preservação do meio ambiente.