A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/12/2020
O ideal de desenvolvimento sustentável, cunhado no séc XX, sugere que o suprimento das necessidades das gerações atuais não deve comprometer as gerações futuras. Embora concreto, esse parâmetro não se cumpre no Brasil, posto que a falta de consciência ambiental persiste no país, seja pela insuficiência legislativa, seja pela mautenção de interesses privados.
Diante desse cenário, é importante destacar a deficiente ação governamental no que tange à degradação ambiental. A Constituição Federal Brasileira de 1988 prevê a garantia da integridade do meio ambiente e dos seres vivos nele inseridos. Entretanto, essa máxima não se concretiza, visto que de acordo com O instituto de Pesquisas Espaciais, o Brasil aumentou o desmatamento em 35% em relação ao ano anterior. Logo, ainda que existam leis que proibam a destruição da natureza, elas não são suficientes para contê-la. Com efeito, a falha governamental configura-se como um obstáculo à superação dessa questão.
Além disso, é válido ressaltar ainda o papel das empresas no que diz respeito da falta de consciência ambiental. Conforme Foucault, na sociedade moderna, alguns temas são silenciados para que certas estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, as empresas que se beneficiam com o desmatamento e utilização indiscriminada de recursos ambientais, tais como os latifúndios de soja - que avançam cada dia mais em direção à floresta amazônica- tendem, por meio de influências políticas, silenciar a questão ambiental para que debates não sejam fomentados e a população não exija mudanças. Desse modo, a manutenção dos interesses privados em detrimento da preservação da natureza, dificulta a resolução desse grave problema.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se criar uma consciência ambiental no Brasil. Para isso, é dever da imprensa, tal qual como órgão fiscalizador, informar a população acerca dos casos de desmatamento e uso de recursos naturais de forma ilegal. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com redes televisivas, criar um miniquadro nomeado ‘‘Nosso futuro’’, em que participem biólogos, ecólogos e ativistas ambientais com intuito de promover discussões sobre o desenvolvimento sustentável e as formas de aplicá-lo a vida diária, guiando a nação a adquirir uma rotina de hábitos que visem a preservação da natureza.