A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

A Agenda 2030 é formada por dezessete objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) para transformar o mundo. O décimo segundo objetivo propõe assegurar padrões sustentáveis, minimizando a destruição ambiental. Hodiernamente, ao relacionar a meta do órgão munidal à realidade brasileira, é imperioso salientar que a falta de consciência ambiental é uma mazela que deve ser combatida, uma vez que ocorre devido à ganância capitalista de estender o domínio territorial e traz como consequência a redução das áreas verdes. Por conseguinte, são necessárias medidas para reverter esses problemas.

Em primeira análise, no conto “O Alienista”, de Machado de Assis, o narrador relata que, no ínicio da fundação das vilas na cidade de Itaguaí, havia muita fauna e flora. No entanto, com o começo da urbanização, houve o crescimento exacerbado de residências e de moradores. Com isso, na época que fazia muito calor na região, os escravos ficavam “preguiçosos” em terem que sair às ruas, dado que havia poucas árvores para proporcionar sombras. Assim, ao assimilar a ficção à realidade, é válido informar que a ganância humana em estender seus domínios em uma determinada área fomenta a retirada vegetal, pois é uma forma de tornar o local livre para a sua ocupação.

Outrossim, no romance “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, o protagonista João Romão, que é o fundador de várias casinhas de aluguel, conversa com Rita, a sua inquilina. De acordo com Romão, antes da construção do cortiço, havia mais de dez árvores na rua. Porém, com o aumento das residências e dos habitantes, restou apenas uma. Logo, ao analisar o aspecto mencionado, é possível ressaltar que a redução da flora é um fator acarretado por conta do desleixo em relação à natureza, já que há o seu extermínio sem que haja o conhecimento da sua importância para a vida terrestre.

Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. Para tal, os governos municipais devem proteger os espaços vegetais, por meio da limitação das áreas até onde podem ser construídas as casas, para que as áreas verdes não sejam afetadas pelo avanço geográfico urbano. Ademais, as escolas, além do bom ensino, devem educar os alunos para a cidadania, por intermédio da disseminação de pesquisas que relatem a importância ambiental para o mundo, a fim de que haja a minimização da destruição da flora. A partir dessas atitudes, o combate à falta de conscientização ambiental terá êxito.