A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 18/12/2020

É dever constitucional do poder público defender e preservar o meio ambiente. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de consciência ambiental em questão  do Brasil, dificultando, deste modo, a proteção de um dos maiores tesouros nacionais. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse enquadro.

E uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desmatamento e queimadas nas florestas. Além de causarem danos à qualidade do ar -menor taxa de fotossíntese e contaminação do ar pela fumaça- faz com que todo o ecossistema do local se  altere, atingindo fauna, flora e com possibilidade  em casos mais agravantes, de extinção de espécies nativas. Essa conjuntura, segundo as idéias de Peter Druncker, “não existem países subdesenvolvidos, existem países sub administrados”, configura violação da constituição, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a preservação ambiental.

Ademais, é fundamental apontar indústrias como impulsionador do colapso ambiental. Segundo Karl Marx, “as inquietudes são a locomotiva da nação”, onde é nítido que se essa realidade não for questionada, dificilmente terá uma solução, fazendo a consciência ambiental ser fundamental para que esse cenário não continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, com intermédio do governo estadual e municipal, promovam uma sistemática política pública para preservação ambiental, desde a criação de uma legislação mais punitiva aos infratores, estímulo a consciência ambiental e fiscalização, com parceria da Polícia Ambiental, a fim de minimizar e evitar  danos ambientais. Assim, torna-se-á possível a construção de  uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.