A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/12/2020
As grandes revoluções marcam a história da humanidade. Um grande exemplo, é a Revolução Industrial na Europa, que iniciou-se no século XVIII e estendeu-se por muitos anos. Essas revoluções representam mudanças significativas nos modos de trabalho, de vida, de costumes e até mesmo no modo de interação do homem com a natureza. Entretanto, essas mudanças não foram apenas benéficas para a sociedade, trouxeram também, desafios e intercorrências que são observados com facilidade no cotidiano. Assim, é possível notar que a falta de consciência ambiental está fortemente presente na vida dos brasileiros, e por isso, demanda urgentemente por atenção e mudanças.
Em primeira análise, é válido mencionar o importante artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que presa pelo meio ambiente ecologicamente equilibrado para o uso comum e para a qualidade de vida, sendo o poder público e a população os responsáveis pelo cuidado e pela preservação, para o presente e também, para as futuras gerações. No entanto, não é bem esse o cenário que encontra-se no Brasil, tendo em vista, que o país registra crescentes números de desmatamento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais - IPEA, só na Amazônia o desmatamento já aumentou 34% nos últimos doze meses. Além disso, o Brasil viveu um dos maiores desastres ambientais com barragens já causados no mundo, que ocorreu em novembro de 2015 na cidade mineira de Mariana, e acabou com inúmeras vidas humanas e também, da fauna e da flora.
Nesse sentido, a falta de consciência ambiental pode ser observada tanto na população comum, que produz lixo exageradamente, que o descarta em locais indevidos e que coloca fogo na mata por irresponsabilidade. Como também, nas empresas privadas que destroem a natureza diariamente e não são punidas pelo Estado. Visto que, queimam milhares de hectares de matas nativas, dizem acidente uma barragem que estoura com rejeitos tóxicos da mineração e, descartam poluentes nas águas e também no ar. Portanto, o princípio da responsabilidade defendido pelo filósofo Hans Jonas, parece não se encaixar na sociedade brasileira, já que esta, não se apropria da ética e da responsabilidade.
Por fim, para mitigar essa problemática, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente promova campanhas de conscientização ambiental, por meio de propagandas midiáticas e uso de figuras públicas importantes, para assim, impactar a sociedade e informar que a responsabilidade ambiental é um dever de todos. Além disso, é preciso que o poder legislativo juntamente com o poder judiciário, criem novas normas, atuais e coerentes, e cumpram efetivamente com estas, para que assim, os responsáveis por crimes ambientais sejam punidos devidamente e entendam que os atos possuem consequências, e carregam o princípio da responsabilidade, defendido por Hans Jonas.