A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 16/12/2020
Indubitavelmente, uma das melhores formas de se analisar ao falta de consciência ambiental em questão no Brasil, talvez seja com o pensamento do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, como pano de fundo. Isso é posto, uma vez que, segundo o autor, o brasileiro age, ora sendo extremamente personalista, ora tendo como premissa a aversão às regras e aos planejamentos. É justamente, por isso, que esse imbróglio existe e combatê-lo é medida que se impõe.
Em face disso, pode-se pensar que, o personalismo -visão centrada no individualismo e em ganhos pessoais de curto prazo- e a falta de racionalidade prática são temperos de nossas formas de ações em relação às situações conflituosas gerais, tanto na esfera privada, quanto na social. Isso é afirmado, dado que tendemos, como brasileiros, a agir, muitas vezes, de forma emocional e desorganizada, por isso falta-nos objetividade e planejamento racional. Tal afirmação é constatada quando o Governo Federal não enxerga com certa prioridade as reservas ambientais e estimula a atuação de grandes empresas nessas áreas, de modo a favorecer a degradação da natureza e alegar que essa ação é imprescindível para a economia. Dessa forma, percebe-se a obsessão conjunta do Estado e dessas empresas pelos bens pessoais e a falta de um planejamento adequado, fatores que dificultam a consciência em relação aos danos ambientais.
Nesse sentido, é preciso ser fiel ao sonho de brasilidade racional defendido por Holanda na obra “Raízes do Brasil” e repensar, imprescindivelmente, as formas de ação, sobretudo em relação ao malefícios causados ao meio ambiente por ação antrópica. Nessa esteira de pensamentos, fica clara a necessidade de combater o modo que o Brasil se desenvolve não mais de forma desorganizada e personalista, e sim por meio de um planejamento racional e objetivo. Assim, consequentemente, é imperativo destacar que caso essa situação persista, problemas ainda maiores como a elevação da temperatura média global a alta taxa de biodiversidade em riscos de extinção irão prosperar.
Infere-se, portanto, que apesar de existir outras vias para se agir, é inevitável uma ação planejada. Cabe, então, ao Governo Federal, em específico ao Legislativo, a responsabilidade de uma atuação mais abrangente, como a elaboração de um planejamento que limitará a expansão de empresas em locais de preservação, dado que isso irá possibilitar o desenvolvimento do país sem agredir severamente a natureza. Isso pode ser feito por intermédio, tanto do Ministério do Planejamento, grande órgão responsável pela organização brasileira, quanto pela iniciativa privada, sobretudo ONG’s. Espera-se, assim, que a cultura do planejamento e organização, a fim de tratar a falta de consciência ambiental no Brasil, seja possível.