A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Em 2002, o Brasil assinou o protoco de Kyoto, que visa a diminuição das emissões de carbono por meio da preservação ambiental. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a preservação ambiental, pois as corporações de segurança carecem de investimentos para exercer a fiscalização contra crimes ambientais. Desse modo, a negligência estatal, somada à má gestão política no Ministério do Meio Ambiente, intensifica a falta de consciência ambiental e a consequente ameça de destruição da flora e fauna brasileira.

Em primeira instância, a negligência estatal promove o avanço da poluição ambiental, pois os órgãos públicos apresentam falhas nos planejamentos das medidas de conscientização e proteção ecológica, como a falta de pontos de coleta seletiva, o saneamento, entre outros, nas cidades. Nessa conjuntura, 16% da população não possui água tratada e 47% não possui acesso à redes de esgoto, segundo o apresentado em junho de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Nessa ótica, a falta de saneamento, devido a ineficiência estatal em estabelecer medidas de investimentos, propicia a poluição de rios e lagos, a contaminação de cadeias alimentares e evidência o descaso acerca da preservação ecológica.

Em segunda análise, segundo o ideal “American Way of Life”, que expressa o acúmulo de capital acima da ética social e ambiental, as autoridades públicas aprsentam viés individualista, pois implementam ações políticas à favor do desmatamento da flora e do avanço da fronteira agrícola, como a flexibilização das leis ambientais. Assim, a flexibilização das leis ambientais propicia a suspensão da fiscalização das cargas de madeiras nos portos, que facilita a saída da madeira extraíde de forma ilegal, segundo o apresentado novembro de 2020 pelo noticiário Globo Rural. Por conseguinte, a flexibilização das leis ambientais expõe a má gestão política do ministro do meio ambiente, Ricardos Salles.

Portanto, é mister a criação de medidas políticas para sanar a falta de consciência ambiental no Brasil. Nesta perspectiva, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Cidadania, deve propor o investimento no aumento da fiscalização ambiental e do saneamento básico, por meio da distribuição de aparatos tecnológicos às corporações de policiamento ambiental e da criação de redes de tratamento de esgoto, pontos de coleta seletiva, entre outros, nas cidades, para combater a poluição ambiental e conscientizar a população sobre a preservação ecológica. Logo, o conceito de cidadania só será atingido quando o Estado atender às demandas sociais e preservar os recursos da flora.