A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

No filme “Rio 2”, é abordado o desmatamento na Floresta Amazônica, quando as araras-azuis viajam com seus donos. Assim, a animação não erra ao evidenciar um dos principais impactos na natureza, devido à falta da educação ambiental e do grande interesse econômico sobre áreas que deveriam ser preservadas. Todavia, consequências são vistas, como perda da biodiversidade e o agravamento do efeito estufa, devido às queimadas, levando à discusão sobre a falta de consciência ambiental no Brasil.

Primeiramente, é imprescindível salientar que a falta da didática ambiental é uma das principais causas desta discussão, pois como afirma Marcos Reigota em seu livro “O Que é Educação Ambiental”, sustentabilidade não é somente repassar informações e conceitos importantes sobre o tema, mas também envolver toda população no debate e na prática para reduzir o problema. Então, ressalta-se que o Brasil carece de uma cultura efetiva de proteção à natureza. Outrossim, sendo um dos países mais agroexportadores do mundo, destaca-se o avanço da fronteira agrícola como outra causa dessa discussão. Porém, enquanto o interesse econômico for maior que a consciência ambiental, essa mazela não irá se atenuar.

Consequentemente, impactos como a extinção de espécies e o desequilíbrio ecológico devido à perda dos ecossistemas são vistos. Vale ressaltar que o Brasil possui uma das maiores coberturas vegetais do planeta, como afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas também é um dos campeões no desflorestamento, segundo dados so Fundo Mundial para Natureza (WWF em inglês), que, de 1970 até hoje, houve uma redução de 20% e 50% nos biomas Amazônia e Cerrado, respectivamente. Logo, com o aumento do desmatamento e das queimadas, amplia-se a emissão de dióxido de carbono (CO2), um dos princiais gases estufa, causando o aquecimento global e outras consequências, como o derretimento das calotas polares e o aumento dos níveis dos oceanos.

Fica evidente, portanto, que a falta de consciência ambiental configura-se como um problema na sociedade atual. O Ministério do Meio Ambiente, e da Educação, junto com o Poder Público, deve disponibilizar palestrantes, professores e biólogos em instituições de ensino, e por meio de projetos didáticos, mostrar dados e alertar os riscos, na finalidade de diminuir os impactos ambientais através da conscientização ambiental. Ademais, não só através da educação, mas a prática do reflorestamento em escolas e centros urbanos devem ser feitos, por meio de projetos coletivos, garantindo a proximidade entre o indivíduo e a natureza, segundo o livro de Marcos Reigota, sobre a sustentabilidade na prática, aumentando o número de árvores nos centros urbanos.