A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 16/12/2020
O livro “a sexta extinção: uma história não natural” de Elizabeth Kolbert retrata como o ser humano está causando a extinção de dezenas de espécies de formas nunca vista, devida a acelerada extração de recursos nos últimos séculos. Dessa forma, faz-se necessário um debate acerca dos efeitos da falta de proteção ambiental e como combatê-los no Brasil.
Em primeira análise, é necessário entender os motivos históricos e econômicos que motivam essa falta de atuação na preservação ambiental. O Brasil, historicamente, foi fundado a base da agricultura e do extrativismo de recursos naturais. Devido a isso, os proprietários de terra passaram a compor o corpo político e econômico do país tendo grande influência nas decisões legais. Em conjuntura a isso, o capitalismo exacerbado do século 21, faz com que esses produtores do agronegócio anseiem por lucro pondo em risco a natureza ao não permitirem que ativista e políticos com causas ambientais consigam visibilidade e atuação na esfera pública. Exemplo, é o caso da Irmã Dorothy, ativista pela Amazônia assassinada em 2005 no Pará após receber várias ameaças de morte.
É de extrema importância ainda, analisar os impactos causados no meio ambiente. Primeiramente tem o empobrecimento do solo, a seca dos lençóis freáticos causada pelas queimadas – que são para produção de áreas de pasto e limpeza do terreno para novo plantio- e poluição proveniente dos gases da digestão do gado. Esses são fatores relacionado ao agronegócio, porém, não se pode omitir os problemas causados pela própria população. O descarte irregular de lixo, como também a sua produção excessiva, a poluição do ar e das águas causada pela imensa frota de veículos a combustão. O resultado disso é uma serie de doenças na população e danos irreversíveis ao planeta.
Fica evidente, portanto, que essa é uma tarefa para o governo e a população. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente atuar de forma mais participativa e coercitiva, por meio do cumprimento das leis ambientais, aplicação de penas rígidas e aplicação regular de multas como também aumento da fiscalização em áreas de proteção ambiental, assim, cria se uma cultura de proteção ambiental e ameniza os impactos futuros. Além disso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com a mídia atingir a grande massa, por meio de cartilhas, campanhas e produções audiovisuais conscientizando da importância da reciclagem e do consumo consciente e do ativismo. Dessa forma, o homem pode evitar a própria extinção como no livro de Elizabeth Kolbert.