A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

O artigo 225º, da Constituição Federal de 1988, determina que é competência do poder público e da coletividade a preservação do meio ambiente para as gerações atuais e futuras. Nesse contexto, a falta de consciência ambiental no país é um desafio que persiste, em virtude de questões socioculturais intrínsecas da sociedade brasileira e da falta de conhecimento.

A princípio, a despreocupação com a manutenção do meio ambiente evidencia questões socioculturais preocupantes. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa ótica, é possível perceber que as crenças enganosas de que os recursos naturais são quase ilimitados e de que graves problemas ambientais são pautas de um futuro ainda distante, perpetuam-se no senso comum desde as gerações passadas, o que torna a solução da questão ainda mais complexa.

Em segunda análise, a falta de conhecimento também é um grande dificultador. Schopenhauer, filósofo alemão, constatou que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento sobre o mundo. Logo, se a população não tem acesso a informações sérias a respeito da importância da defesa do meio ambiente, essa continuará alimentando uma postura inconsequente acerca do tema. Portanto, nota-se que a educação é essencial para a resolução da problemática.

É evidente, assim, que tais entraves devem ser solucionados. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, promovam a conscientização acerca do tema nas escolas, garantindo a abordagem do tema com frequência na grade curricular dos alunos dos ensinos fundamental e médio, bem como a realização de oficinas de reciclagem e atividades socioculturais abertas à comunidade, com o objetivo não só de propagar a informação, mas também de incentivar a população a aderir hábitos ambientalmente mais sustentáveis. Tais medidas devem ser adotadas com urgência, pois, como disse Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo.”