A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Segundo o artigo 225 da Constituição Federal do Brasil, é dever do Poder Público e da sociedade defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Contudo, a atual situação das matas brasileiras revelam um grande descaso com a pauta e a falta de consciência ambiental pelos brasileiros. Isso não se evidencia apenas pelo consumo desenfreado que estimula a destruição do patrimônio natural, mas também pela existência de um modelo produtivo predatório para a natureza no país. Cabe-se,então, buscar um solução para frear o ritmo alarmante de autodestruição nacional.

Em uma primeira perspectiva, sob a ótica social, o individualismo ergue-se como uma realidade empírica. Isso porque a lógica consumista está intimamente relacionada à ampla utilização dos recursos naturais, haja vista a crescente busca por novos produtos e serviços que agridem o meio ambiente, o que constrói-se como subproduto da falta de consciência ambiental, uma vez que o indivíduo não se satisfaz e, portanto, consome em uma escala que se retroalimenta. Essa realidade reaviva, com marcante atualidade, aquilo que, no século XX, o filósofo alemão Hans Jonas, refletira acerca da ética da responsabilidade, visto que a sociedade não se preocupa com o efeitos de suas ações a longo prazo de maneira coletiva, sendo assim, essa lógica danosa reduz as áreas verdes e acastela um situação não favorável à sustentabilidade.

Ademais, em uma segunda perspectiva, o agronegócio no Brasil vai na contramão da exploração racional da natureza. Essa conjuntura política instaura-se porque a bancada ruralista estimula um modelo produtivo predatório, o qual muitas vezes é desconhecido pela sociedade, cenário cuja construção é favorável à manutenção dessa caótica prática, haja vista a falta de estímulo a conscientização ambiental. Dessa forma, a pouca visibilidade dada à preservação relega ao segundo plano um assunto que possui relevância nacional, essa percepção encontra sua origem histórica e estrutural na formação dos latifúndios, esse legado permitiu o desenvolvimento do Brasil na lógica de exportação, visando o lucro acima de qualquer fator preservativo, o que persiste até os dias atuais.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de consciência ambiental no Brasil permite o amplo consumo de recursos naturais e, consequentemente, a destruição do rico patrimônio natural do país. Para reverter esse quadro, é preciso que a comunidade científica faça , em parceria com grupos ligados ao meio ambiente, pela internet, a disseminação de informações sobre a questão da sustentabilidade no Brasil, o que irá contribuir para o amadurecimento crítico da população em relação a esse tema. Por meio do conhecimento das legislações ambientais e acesso à orientações que estimulem o consumo consciente. Dessa maneira,construir-se-á uma sociedade que, de fato, preserve sua gigante natureza.