A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Na Antiguidade, os filósofos pré-socráticos buscavam encontrar, na natureza, um elemento criandor de todos os outros, chamado por eles de “arkhé”. No entanto, essa conexão com a fauna e a flora foi totalmente ignorada pela sociedade contemporânea, uma vez que há uma falta de consciência ambien-tal no Brasil, causada por uma negligência governamental que gera uma despreocupação popular com o futuro do planeta.

Antes de tudo, vale ressaltar que a falta de atenuação estatal é o principal criador do problema. Nesse sentido, as queimadas no Pantanal e Amazônia, em 2020, evidenciam o deserviço do Estado na contenção e prevenção destes, já que houve uma grande demora até o início das operações e quase nenhuma operação de prevenção a incêndios. Com isso, é claro que o Governo Federal não deu a devida atenção à questão e deixou que os estragos tomassem medidas gigantescas que custarão muito mais caro ao meio ambiente.

Em consequência disso, o país incentiva pensamentos a curto prazo que desconsideram o bem estar dos ecossitemas. Um exemplo disso foi a mineração na chamada “Serra Pelada”, a qual teve um grande fluxo de garimpeiros em busca da própria riqueza e um prejuízo ambiental avassalador, que mostra um descompromisso com o amanhã. Desssa forma, é notável que o comportamento desses garimpeiros se aplique ao restante do corpo social, tendo em vista que, na busca de uma vida melhor, as pessoas se esquecem completamente dos impactos que causam na natureza.

Portanto, é evidente que a falta de cuidado com o meio ambiente é nociva a todos e deve ser combatida. Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um fundo de proteção ecológica, que será responsável por combater queimas e desmatamento, através de uma parceria com a Polícia Federal e da conscientização de moradores de regiões de preservação ambiental. Isso deve ser feito por meio de verbas separadas anualmente para esse fundo, a fim de combater a negligência estatal e promover o cuidado com o planeta nos cidadãos, além de resgatar a sintonia dos pré-socráticos com o bioma.