A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 16/12/2020
O ideal de desenvolvimento sustentável, cunhado no final do século XX, sugere que o suprimento das necessidades das gerações atuais não deve comprometer as gerações futuras. Embora concreto, esse parâmetro não se cumpre no Brasil, visto que a falta de consciência ambiental ainda persiste no país, seja pela insuficiência legislativa, seja pela defesa de interesses privados.
Diante desse cenário, é importante destacar a deficiente ação governamental no que tange à degradação ambiental. A Constituição Federal Brasileira de 1988 prevê a garantia da integridade do meio ambiente e dos seres vivos nele inseridos. Entretanto, essa máxima não se cumpre, visto que, de acordo com a Global Forest Watch, o Brasil foi o país que mais destruiu suas florestas em 2019. Logo, ainda que existam leis que proibam o desmatamento, elas não são suficientes para contê-lo. Com efeito, a falha Estatal configura-se como obstáculo à superação do problema.
Além disso, é válido ressaltar ainda os interesses privados um obstáculo à resolução do problema. Conforme Foucault, na sociedade, alguns temas são silenciados para que certas estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, as empresas que se beneficiam com o desmatamento e o uso de recursos naturais de forma indiscriminada, como as produtoras de Soja, por exemplo, tendem a silenciar a questão ambiental, por meio de apoio a deputados na bancada ruralista do congresso, para que, assim, debates não sejam fomentados. Desse modo, a população se mantém alheia à gravidade dessa problemática.
Portanto, é dever da mídia, tal como órgão fiscalizador, informar a população, por meio de miniquadros em telejornais, sobre a gravidade da destruição da natureza. Nesses programas, a participação de biólogos e ecólogos se faz necessária para a disseminação de dados pertinentes sobre o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, a fim de se promover discussões sobre o tema na sociedade.