A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2020

A partir da Revolução Industrial o mundo observou a modernização crescente das indústrias e, consigo, o agravamento linear da poluição na natureza. Consequentemente, depreende-se que as pessoas descartam constantemente ações preservativas do meio ambiente em troca dos lucros originados dos meios de produção. Delibera-se, por conseguinte, acerca da falta de consiência ambiental no Brasil, suas razões, consequências  e como suprimi-la.

Em primeiro lugar, é coerente a ciência de que os dilemas em relação ao meio ambiente são originados pela baixa preocupação humana diante de seus resultados, afina ela ocorre majoritariamente com fins lucrativos. Exemplo disso estabelece-se em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o qual afirma que o bioma Mata Atlântica teve mais de 90% de sua vegetação destruída. Paralelamente, o sudeste brasileiro (área em que grande parte deste bioma localiza-se) é, sem coincidências, conforme a mesma fonte, a região mais desenvolvida economicamente do país. Portanto, é imprenscindível que as necessidades socioeconômicas realizem-se através de um meio menos prejudicial à fauna e flora brasileira.

Em segundo plano, afirma-se que existe outra forma de realizar as ações lucrativas, a qual é através da sustentabilidade. Um breve resumo deste termo é: um modo de produção que não extraia mais de uma definida porcentagem da natureza, que deixe uma parcela significativa para uso das próximas gerações e seja benéfica aos interesses econômicos. Nesse contexto, cita-se o potencial brasileiro para o desenvolvimento da energia sustentável: de acordo com o Portal da USP, 70% da energia da nação é provida de usinas hidrelétricas, as quais são renováveis. Inclusive, o país possui a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior geradora de energia limpa do planeta. Desse modo, é perceptível a urgência de uma intervenção nos modos de produção brasileiros, pois capacidade para tal realização não falta.

Em síntese, o Brasil iniciou o processo de industrialização, porém subestimou a capacidade de renovação da natureza. À vista disso, urge que o Ministério do Meio Ambiente realize providências que amenizem os impactos gerados pelo ser humano nos fatores abióticos do país. Tal ação deve ser realizada através de leis sustentáveis, como a imposição de um limite anual para emissão de CO2 na atmosfera, por exemplo. A fim de promover longevidade das próximas gerações, a consciência ambiental deve ser imposta imediatamente.