A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 11/03/2021
No filme original da Pixar, Wall-e, o futuro tornou o planeta sujo e inabitável para os humanos, que partiram em uma nave para o espaço devido ao abuso de recursos naturais que resultaram na destruição da Terra. Analogamente, o ser humano tem testemunhado o crescimento da economia em detrimento do cuidado com natureza, o que causa a destruição da camada de ozônio, florestas e a extinção de animais silvestres, por exemplo. Por isso, faz-se imperioso apontar como responsável não apenas a falha educação estatal, mas também a política extremista e regente brasileira.
Nessa perspectiva, a educação pública e privada do Brasil vem falhando nos últimos anos para com seus alunos no quesito pedagógico de consciência ambiental. O assunto foi deixado em segundo plano e ignorado pela matriz de educação, o que deixou várias gerações brasileiras alheias ao próprio ambiente e alienadas sobre as consequências de sua destruição. Visto isso, a ignorância levou à crença de achismos e, nessa mesma óptica, à facilidade de manipulação ideológica que exclui a preservação da natureza em prol da economia do país. Nesse quesito, quando o Estado não investe em políticas públicas de educação crítica, uma maior massa de pessoas é facilmente dobrada ao sistema vigente, como expõe célebre frase do escritor austríaco Karl Kraus: “educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem”.
Ademais, quando a política vigente estimula a falta de credibilidade na ciência, negacionismo em relação aos problemas ambientais e na descrença na teoria do aquecimento global, por exemplo, leva parte da população a aceitar como dogmas irrefutáveis. A falta de maturidade de líderes mundiais que não conseguem conciliar economia a sustentabilidade tendem a fazer pronunciamentos vazios de saberes científicos e retiram seus países de importantes acordos internacionais, como o Acordo de Paris, ações que servem de pilares para uma doutrinação ideológica para com a população. É de suma importância que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, meça suas palavras antes de pronunciamentos públicos e busque orientação científica, pois ele é representante de uma nação e deve se comprometer com a veracidade dos fatos.
Em síntese, cabe ao Ministério da Educação direcionar uma maior quantidade de verbas para as escolas públicas e privadas, com o objetivo de induzir o pensamento sustentável e crítico em crianças e jovens, para que essas consigam, no futuro, desenvolver uma vida com um maior preservacionismo ambiental. Outrossim, é dever da mídia, como redes socias, induzir o pensamento crítico em seus usuários com matérias científicas e evitar a alienação política, com o fito de construir uma sociedade apta ao debate e iluminada pela ciência. Dessa maneira, o futuro de “Wall-e” ficará para a ficção.