A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 15/12/2020

O desenvolvimento sustentável tem como base o progresso econômico, justiça social e preservação ambiental. Com o advento do Sars-CoV-2 (Coronavírus), agente infeccioso causador da Covid-19, o necessário isolamento social confinou os brasileiros em suas casas, paralisou indústrias, comércio e, por consequência, reduziu - de acordo com dados do G1 - as emissões de gases poluentes na atmosfera. Consoante, segundo co-fundador do Greenpeace, Paul Watson, inteligência é a capacidade das espécies viverem em harmonia. Contudo, de acordo com o G1, 99% dos desmatamentos ocorridos em 2019 foram ilegais. Dessa forma, apesar da redução das emissões, é perceptível a negligência do Estado em relação ao meio ambiente, desrespeitando a visão de desenvolvimento sustentável e, por conseguinte, desarmonizando a coexistência entre as espécies citada por Paul.

Primeiramente, é notável a pressão mundial em favor da preservação do meio ambiente. Isso é evidenciado uma vez que protocolos - como o Protocolo de Kyoto e o Protocolo de Paris - foram assinados por dezenas de países. Assim, um alto investimento é feito pela União Européia, principalmente pela Noruega, injetando verba no Fundo Amazônia - plano de investimento internacional criado para a proteção da biodiversidade - em prol da preservação da Floresta Amazônica brasileira.

Paralelamente, é visível a ineficácia e desinteresse do Estado na proteção dos biomas nacionais brasileiros. Tais ações resultam no avanço da fronteira agropecuária, queimadas ilegais e contrabando das espécies nativas, contribuindo para a destruição e tornando irrecuperável o patrimônio ambiental. Desse modo, tal ineficiência tem resultado no corte de diversas verbas internacionais voltadas para a preservação e, também, no crescimento das chances do isolamento brasileiro em relação ao mundo.

Portanto, é notório a importância dada pelo mundo à preservação do ambiente e a falta de consciência brasileira em relação a esse mesmo, resultando em desastres que afetam, também, a área política, econômica e de diplomacia brasileira. Destarte, é essencial que o Ministério do Meio Ambiente - principal órgão gestor das verbas voltadas à preservação e contenção dos desastres ambientais brasileiros, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - órgão responsável pela ação em campo e controle das fronteiras ambientais, realize o travamento do avanço da da marcha agropecuária e redução das queimadas, por meio da reestruturação das fronteiras, barreiras ambientais e localização das centrais de contrabando, aplicando, de forma rígida, os limites impostos pelas Leis Ambientais, para que haja contenção do desmatamento e contrabando, a fim de exercitar a consciência ambiental brasileira, o desenvolvimento sustentável e a harmonia interespecífica dita por Paul Watson.