A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 15/12/2020
“Uma das carcterísticas da cultura é tornar normal o que não é.” A afirmação atribuída ao historiador brasileiro Leandro Karnal simboliza claramente a falta de consciência ambiental em questão no Brasil, já que é justamente a passividade social, frente aos intensos impactos ambientais, que os enraiza como uma problemática. Nesse sentido, fica claro que essa vicissitude tem origem inegável na negligência estatal que tangencia a valorização ambiental. Desse modo, entre os fatores que aprofundam essa realidade estão a falta de representatividade política e a falibilidade educacional.
Constata-se, a princípio, que a falta de representatividade política, em consonância à negligência estatal, consolida claramente a permanência da inconsciência sobre o meio ambiente. Isso se deve ao fato de que o Estado, na figura de seus representantes políticos, tem a sua função de consciência ambiental corrompida, já que eles não elaboram projetos naionais que esclareçam a necessidade da preservação ambiental para o país. Consequentemente, essa ingerência estatal, faz com que esse entendimento sobre o ambiente se distancie da realidade do Brasil, tendo em vista que ele é frequentemente omitido pelos políticos. Ilustra-se essa situação por meio da reportagem divulgada pelo Jornal Nacional, sobre a queima do Pantanal, em que os políticos naturalizaram esse quadro assolador.
Dentro dessa perspectiva é evidente que a falibilidade educacional, em conjunto à negligência governamental, consolida a falta de consciência ambiental em questão no Brasil. Essa situação advém da omissão estatal na elaboração de uma base curricular escolar que prioriza essencialmente os conteúdos técnicos, em detrimento aos que se relacionam com a temática social. Dessa forma, a consciência ambiental geralmente não é trabalhada nas escolas, pois os professores precisam cumprir o seu planejamento diário, não disponibilizando de horários disponíveis para a execução desse assunto. Esse pensamento é análogo ao representado pelo educador brasileiro Paulo Freire, em ‘‘Pedagogia do Oprimido’’, o qual relata que a educação perdeu a sua função de integração do indivíduo com a realidade social, haja vista que a consciência ambiental é tangenciada nas escolas.
Pode-se inferir, portanto, que a falta de consciência ambiental no Brasil é fruto inegável da negligência estatal. Para solucionar essa problemática, é necessário que a sociedade civil organizada pressione o governo a atuar por meio do Plano Nacional de Consciência Ambiental, que atuará por meio do Congresso para a elaboração de projetos sociais que serão divulgados, por meio de parcerias com as empresas, nos meios de comunicação, como também nas escolas,notificando as consequências da falta de conhecimento dessa temática para o país, por intermédio de profissionais qualificados - como engenheiros ambientais - a fim de se tangenciar da máxima de normalidade de Leandro Karnal.