A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/12/2020
No século XVII, no auge do Brasil Colonial, a Mata Atlântica se tornou o principal alvo de exploração e desmatamento dos portugueses, o que contribuiu com a atual escassez da floresta. Em conformidade com a atualidade, percebe-se que o país ainda vive na base do aproveitamento do meio ambiente com a falta de consciência ambiental. Com isso, deve-se analisar como essa ausência da preocuáção com o meio ambiente está atrelada à cultura enraizada de exploração presente desde o Brasil Colonial, bem como isso implica a má imagem do país no exterior e o consequente abandono dele às políticas de preservação da Amazônia.
Em primeiro lugar, evidencia-se como o Brasil ainda segue os moldes da sua época de colônia e como isso trouxe prejuízos sociais e ambientais para o país. Nesse sentido, a Chegada da Família Real no Rio de Janeiro carregou também imigrantes que tinham a intenção de minerar os metais presentes em Minas Gerais. Tal atividade se perpetuou até o século XXI e a consequência dessa perpetuação foram os ocorridos em Mariana e em Brumadinho com o desabamento de suas barragens de dejetos de mineração, matando centenas de pessoas, além dos impactos ambientais provocados. Logo, é fácil certificar de que essa exploração exarcebada associada à falta de consciência ambiental pelo setor econômico e social, traz prejuízos irreversíveis.
Por conseguinte, nota-se como o Brasil tem tido uma má imagem no exterior por causa de suas ações pouco preocupadas com o meio ambiente. Nessa perspectiva, a suspensão do repasse de verbas da Noruega e da Alemanha para o Fundo Amazônia - fundo que recebe dinheiro de países voluntários com a finalidade de preservar a floresta - demonstra como a atual política do Brasil não tem credibilidade com os demais países, o que piorou a situação do meio ambiente e diminui a discussão acerca da precisão de se cuidar dele. Soma-se a isso, as atuais queimadas no Pantanal e na própria Amazônia feitas em prol da agropecuária o que corrobora com a questão da má imagem e também com o modelo econômico arcaico, que só demonstra mais ainda a falta de preservação do meio ambiente.
Conclui-se, portanto, que a causa e a consequência da ausência da consciência ambiental trazem problemas que devem ser resolvidos. Decerto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Economia e com o Ministério da Ciência e Tecnologia, discutirem acerca da atual dependência às commodities, por meio de uma assembléia entre eles, visando propôr novas ideias para um desenvolvimento baseado nos preceitos da sustentabilidade, além de discutir sobre desenvolver as tecnologias a fim de diminuir essa cultura enraizada de depender da exploração ambiental impregnada desde o Brasil Colonial.