A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 15/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a preservação ecológica do meio ambiente. No entanto, tal pressuposto não tem sido aplicado com tanta ênfase. Sob essa ótica, as ações, bem como a falta de efetividade das políticas públicas que promovem a proteção ambiental, são fatores preponderantes para o desequilíbrio social.

A princípio, é fundamental ressaltar que as atitudes irresponsáveis do homem têm gerado prejuízos para toda a sociedade. De acordo com o geógrafo brasileiro, Milton Santos, o ser humano perdeu a relação com a natureza em busca do lucro. Percebe-se, nesse viés, que o meio ambiente está sendo transformado por ações humanas que visam suprir suas necessidades econômicas. Por conseguinte, há o desaparecimento de espécies exóticas, desmatamento, fala de água, agravamento do aquecimento global e inversão térmica, motivos esses que causam doenças respiratórias e de pele. Como ressalta a terceira lei de Newton, para toda ação, existe uma reação da mesma força e sentido contrário, e não e diferente com o ecossistema em resposta às ações negligentes.

Ademais, outro fator que colabora par aa agravante crise é a inoperância do governo e órgãos responsáveis pela preservação dos biomas brasileiros. Consoante dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2019 para 2020, o desmatamento ilegal na Amazônia cresceu em10%. Evidencia-se a ineficácia das leis já existentes que visam proteger a maior floresta tropical do mundo, que com o passar dos anos vem diminuindo a sua vasta biodiversidade, devido atividades ilegais, como desmatar para a agropecuária. Desse modo, as riquezas naturais do Brasil ficam ameaçadas e, infelizmente, toda a população paga o preço pela atitude errada de algumas pessoas.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para dirimir os problemas ambientais e cumprir com as garantias da Carta Magna. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, como instância máxima da esfera educacional, inserir disciplinas curriculares que tratem das complicações no meio ambiente, a fim de conscientizar os discentes desde cedo a se responsabilizar dos seus atos, e as consequências que podem causar na esfera global. Além do mais, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente invista em políticas públicas voltadas à preservação e proteção ambiental, e punir aqueles que agirem de forma ilegal, não só de forma coercitiva, mas também educativa, com trabalhos voluntários e reflorestamento de áreas desmatadas. Assim, a geração futura terá consciência ambiental e a reação contrária da natureza será benéfica para todos.