A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 15/12/2020
“As Crônicas de Nárnia” é uma obra literária na qual uma feiticeira perversa deseja destruir um reino mágico, repleto de seres fantásticos. Saindo do imaginário de seu autor, o escritor C.S. Lewis, a bruxa pode ser comparada, na realidade, à falta de empatia pelos recursos naturais, sentimento que pode, gradualmente, degradar um bem precioso: a natureza. Isso é resultado da exploração do espaço natural e das falhas no sistema de educação, o que torna cabível a análise sobre a escassez de consciência ambiental, a fim de minimizá-la na população brasileira.
Em primeiro plano, vale destacar a exploração europeia nas terras americanas no século XIV e os fortes processos de industrialização ocorridos no Brasil do século XX, como eventos históricos fomentadores da problemática pautada. Nesses contextos, a população fora, outrora, beneficiada pelas novidades fornecidas pelos meios comentados, entretanto, em detrimento da conscientização sobre os efeitos negativos da manipulação descabida do meio ambiente. De tal modo, com as pessoas alienadas, os índices de poluição e degradação subiram, o que levou, por exemplo, a cerca de 188 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia, segundo a ONG Imazon, em janeiro de 2020. Essa realidade notifica um entrave para o desenvolvimento, haja vista a importância da natureza para a garantia da vida e, de acordo com a Biologia, para o equilíbrio ecológico entre as espécies.
Outrossim, as falhas no sistema educacional, advindas dos processos de urbanização do século XX, que segregaram o acesso ao conhecimento a grupos específicos, também contribuem para a questão evidenciada. Thomas Hobbes, grande pensador inglês e autor de uma famosa obra da filosofia do século XVII, denominada “Leviatã”, defendia que o homem é o lobo do homem, uma frase que, por meio de uma metáfora, explicita o potencial autodestrutivo do ser humano. Nessa visão, tal caráter fica potencializado, uma vez que, sedento de educação, a falta de consciência é maior e manifesta-se de maneiras que variam desde jogar lixo em locais impróprios a devastar todo um ecossistema. Dessa maneira, fica claro o “lobo” da escassez de empatia, responsável por degradar o meio ambiente e, concomitantemente, os bens necessários para a garantia da vida.
Destarte, é imprescindível a tomada de medidas para combater o problema pautado, originado dos processos explorativos e da má formação do sistema educativo brasileiro. Portanto, é válido que o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio das secretarias municipais de educação, promova a visita de profissionais capacitados, como biólogos e ecologistas, nas residências, de modo a ensinar à população as medidas básicas de cuidado com a natureza. Dessa forma, com o auxílio de materiais didáticos como panfletos, a degradação ambiental evidenciada será, gradualmente, minimizada.