A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 17/12/2020

As primeiras expedições do Brasil, realizadas pelos colonos, foram caracterizados pela exacerbada exploração das matérias primas existentes nos biomas. Nesse contexto, entende-se o início de uma construção cultural alicerçada na negligência governamental, visto que a falta de consciência ambiental tem proporcionado desafios irreparáveis na natureza. Em razão disso, observa-se não só uma sólida mentalidade capitalista, como também a ascenção do obscurantismo; fatores que necessitam ser combatidos.

Em primeira instância, é certo que a mentalidade capitalista, somada a negligência governamental, contribui diretamente para a falta da consciência ambiental. Essa situação se estabele em uma errônea forma de governo que se caracteriza por priorizar, acima do bem coletivo, a lucratividade oferecida pelas paisagens naturais. Uma vez que, tal comportamento se contrapõem ao conceito sociológico do papel social, visto que esse, debate os conjuntos de ações corporativas necessárias para manter o bem estar da sociedade. Logo, afirma-se que a lógica gradativa em se distanciar da preservação do espaço natural, intensifica impactos ao meio ambiente; dos quais colocam todos os indivíduos em uma posição vulnerável quanto as suas consequências.

Consequentemente a essa reprovável mentalidade apresentada, analisa-se a cristalização do obscurantismo no país. Isto é, abordado como a negação de fatos já considerados verossímeis, subtende-se que a sociedade está inserida em uma era de pós-verdade, já que se percebe uma incapacidade de interpretação quanto aos malefícios ocasionados pela degradação do ambiente. A exemplo do cenário apresentado, ressalta-se a obra “O Abaporu” de Tarsila do Amaral, a qual pode representar, por meio de seu corpo desproporcional, uma carência reflexiva dos indivíduos. De forma que, com sua cabeça menor que o restante dos membros, infere-se um paralelo a contemporaneidade, posto que essa, ainda prefere fechar os olhos para os impactos negativos gerados pelo extenso lucro advindo da inconsciência ambiental em questão.

Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Mídia, garantir políticas públicas direcionadas a todo corpo social. De modo que se ofereça uma maior fiscalização das áreas ambientais, sendo por meio de aplicativos que permitam denúncias e acessos oficiais a informações sobre a importância de se preservar a natureza. Efetuando em uma maior e generalizada exigência de conscientização ambiental, garantindo não só no rompimento prioritário da mentalidade do capital, bem como na quebra do obscurantismo debatido.