A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 17/12/2020

Durante a onda geográfica da urbanização brasileira, ocorrida ao longo do século XX, áreas remanescentes da Mata Atlântica foram desmatadas para construir prédios e residenciais. Nesse sentido, percebe-se que os atos inconscientes ambientalmente ainda permanecem comuns dentro da sociedade nacional hodierna. Dessa forma, fatores como a negligência estatal e a inércia populacional são pontos críticos da questão.

Vale destacar, inicialmente, a ineficácia da ação pública no presente panorama. Sob esse viés, a elaboração da Constituição Cidadã, há 32 anos, baseou-se na concepção de que é dever público manter e zelar efetivamente pelo equilíbrio dos biomas e florestas nativas. Entretanto, percebe-se que a realidade prática diverge da teoria magna, uma vez que dados da organização mundial Greenpeace apontam o Brasil como a nação mais desmatada durante o ano de 2019.  Tal realidade, portanto, nega prerrogativas constitucionais basilares e, por isso, deve ser alterada.

Além disso, deve-se compreender a inatividade populacional como importante causa da conjuntura. Assim sendo, a sociologia moderna define a tomada de posturas passivas e acríticas diante de situações relevantes como fruto da alienação e da ignorância. Nessa perspectiva, a ausência de domínio acerca de questões ecológicas e o desconhecimento dos impactos práticos do seu desequilíbrio induz ao negacionismo e ao sentimento apático, incongruentes com a gravidade manifesta. Logo, medidas amplas devem ser postas em prática para superar tais desafios.

Diante disso, compete ao Ministério da Educação promover a reeducação ecológica dos brasileiros, por meio de parcerias com o Ministério do Meio Ambiente. Por sua vez, essa ação conjunta deve incrementar na Base Nacional Comum Curricular no mínimo 30 horas mensais de disciplinas obrigatórias, referenciadas por pesquisadores e biólogos especializados na área. Com isso, objetiva-se mitigar a negligência governamental e induzir a criticidade na mentalidade nacional. Dessa maneira, problemas presentes desde a onda de urbanização hão de ser reduzidos progressivamente.