A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 18/09/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante a todos os indivíduos o direito ao contato com o patrimônio cultural brasileiro. No entanto, a falta de políticas relacionadas ao ensino da linguagem indígena  nas escolas e a falta de conhecimento populacional sobre a importância de sua preservação ,  acarreta na extinção do idioma nativo, impossibilitando , a garantia da aproximação comunitária com a riqueza nacional.

Primordialmente é imperioso salientar a importância do aprendizado nas escolas sobre as múltiplas línguas para promover a sua permanência na sociedade. Segundo o antropólogo Lévi-Strauss, o entendimento do particularismo de cada estrutura humana é fundamental no surgimento do pensamento humanista. Nesse sentido, a conservação da fala é imprescindível para fomentar o conhecimento aprofundado da cultura indígena. Sendo assim , é vital o estímulo ao contato com o código autóctone nas fases iniciais de educação escolar, para promover a estabilidade das diversidades de formas  expressivas.

Outrossim , é necessário o engajamento comunitário em prol da proteção da linguagem aborígene. De acordo com o filósofo Jurgen Habermas, a ação comunicativa é fundamental para o surgimento de novos hábitos. Sob essa ótica, é notório a relevância do debate populacional, a respeito da importância de suscitar o interesse das gerações atuais em impedir a extinção da  variedades linguísticas. Em síntese, urge a discussão conjunta sobre o papel da comunidade em impedir a extinção dos dialetos nativos.

Infere-se , portanto, que há entraves para impedir o desaparecimento do código indígena. Por consequência , cabe a Secretária da Cultura em parceria com o Ministério da Educação, a criação de uma grade curricular que aborde conhecimentos variados sobre a linguagem autóctone,por meio de emenda institucional. Tal grade curricular deve ser médio ministradas por professores formados em ciências social, com o fito de extinguir o sumiço das falas nativas. Além disso , o Ministério deve criar campanhas sobre a necessidade da preservação das variadas formas de escrita.