A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 18/09/2020

Com a chegada dos portugueses em 1500, no Brasil, os povos indígenas nativos tiveram o seu primeiro contato com uma população diferente. A comunicação entre eles era feita por gestos e sinais, já que os idiomas não eram os mesmos. A colonização foi muito violenta e desenvolveu um processo de extermínio e perda cultural dos “selvagens”, nome dado aos índios pelos europeus.

Os padres jesuítas que vieram ao Brasil, na primeira metade do século XV, tinham como principal função, evangelizar, catequizar e tornar cristãos os índios. Para a realização desse processo era necessário que os indígenas aprendessem a língua portuguesa, para a leitura de trechos bíblicos e se comunicarem com esses religiosos, colaborando para a perda de grande parte da identidade nativa do país.

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostrou que o território brasileiro já teve aproximadamente 1500 línguas indígenas, restando somente 181, dentre elas, 12 estão com risco de serem extintas, consequência da falta de preservação e empenho do governo público.

Com a globalização, se torna quase inevitável o intercâmbio entre culturas, fazendo com que haja a mistura de informações, principalmente em um país como o Brasil, formado pela miscigenação. A perda de território pela expansão de atividades agrícolas e extrativas constituem, hoje, uma grande ameaça a esses povos.

Deste modo, o Ministério da Cultura, deve estabelecer novas leis e normas que preservem e protejam as línguas indígenas, incentivando a população brasileira a estudar mais esse idioma. Outra forma de combater a extinção desse dialeto é fazer campanhas que conscientizem as pessoas de sua importância, com a ajuda das mídias sociais.