A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os cidadãos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos, inclusive a fala. Por conseguinte, tal fato é fundamental para o processo de comunicação das relações sociais de uma nação. Entretanto, os casos de extinção de línguas indígenas, atestam que essa premissa não é experimentada na pratica. Nesse contexto, o comportamento social e a negligência governamental, são um dos causadores da persistência desse problema.
No que concerne à problemática, há desconhecimento do povo brasileiro em relação a linguagem nativa. No livro “Triste fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto, o nacionalista Policarpo defende uma reforma na língua portuguesa, substituindo-a pela língua indígena tupi-guarani, que seria mais legítima. Entretanto, ele foi tido como louco por parte das pessoas e pelas autoridades. De maneira análoga, a população tem como algo desvairado mudar ou ter como segunda língua a indígena, tendo preconceito, tornando essa uma língua inferior as demais. Como consequência, os conterrâneos tem que mudar sua língua para se encaixar e socializar no Brasil.
Outrossim, a escassez de leis que regem a integridade linguística nativa é um fator agravante do problema. Consoante ao contratualista Thomas Hobbes, todo indivíduo abre mão de parte de sua liberdade, e delega funções ao Estado, por meio de contratos sociais, em busca de um bem-estar comum. Em analgia, tem-se pouca representatividade no Congresso Nacional, no que diz respeito à falta de leis voltadas para abranger a língua indígena, o que faz com que as pessoas aprendam e respeite esse dialeto, que entenda a importância dele para as tribos e seu significado para a Historia do Brasil, também como uma forma de respeito e reparação histórica. Dessa forma, esse idioma fica cada vez menos usado, se torna aos poucos uma língua morta.
Urge, portanto, medidas para diminuir tal situação em questão. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com o Estado, devem promover medidas para incentivar a sociedade a conhecer dialetos de tribos nativas, e mostrar sua relevância para a sociedade. Isso será feito por meio de palestras, filmes e aulas expositivas, ministradas por professores e palestrantes indígenas, que irão mostrar e debater a cultura e a comunicação oral dos índios. Desse modo, o povo ira conhecer, ter interesse em aprender e assim as línguas indígenas serão mais faladas.