A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/09/2020
De acordo com o ativista política Luther King, para mudar uma realidade fria e cruel, é preciso que cada cidadão faça primeiro a sua parte. Verifica-se, entretanto, que o homem brasileiro contemporâneo causa a extinção de línguas indígenas: gradativamente, ao desrespeitar o espaço indígena e impondo tal minoria à exclusão de direitos civis, o que implica coletivamente o ideal de Luther. É lamentável que essa situação ainda se pendure em um século marcado por diversos avanços sociais, por exemplo, o casamento homoafetivo. Por isso, faz-se importante identificar a causa, assim como a consequência.
Vale defender, inicialmente, que o problema advém, em muito, de uma elevada desvalorização cultural do povo indígena. Nesse sentido, é fato que a má preservação de reservas nativas em território nacional forçou os índios a se adaptarem rapidamente às mudanças globais. Paralelamente, esse povo ficou mais exposto a outras culturais -europeia e africana no geral-, o que levou a perda de identidade própria, em especial a perda de suas línguas mães. Infelizmente, essa contínua alteração cultural representa um dos principais fatores, os quais levam a extinção de línguas indígenas, havendo ainda a corrupção daquilo que a Constituição Federal de 1988 assegura: o direito de todo indivíduo conhecer a própria identidade genética.
Presencia-se, em decorrência disso, um forte silenciamento social. Em consonância a isso, há de se pontuar que a subjetividade presente na ausência de debate por determinados temas é fruto da não conciliação coletiva que é lhes concedida. No entanto, a história revela que a mobilização popular progride conquistas: ao refletir sobre a criação da Lei Maria da Penha, a qual foi sancionada devido à sensibilização civil por casos de violência doméstica em 2006. Assim, a população deve ir à luta pela preservação linguística indígena, de modo a impor a elaboração de normas legais.
É pertinente alegar, portanto, que os impasses supracitados instituam desafios a superar. Para tanto, o Estado, por intermédio do Pode Legislativo, deve criar uma lei cuja a finalidade vise a preservação do espaço indígena, a fim de manter a integridade desse povo para que, por conseguinte, as línguas nativas sejam preservadas, além de aumentar a pena para quem descumprir a norma. Em conjunto, compete ao corpo civil pressionar o Poder Executivo -órgão governamental responsável por administrar o funcionamento das medidas legais- a garantir que tal regra está devidamente sendo comprida, com o intuito de alcançar uma vasta escala nacional. Com essas ações, espera-se que a corroboração de cada um desses indivíduos, como afirmou Luther King, mude essa realidade fria e cruel.