A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/09/2020
A série documental ‘Guerras do Brasil.Doc’, mostra como a cultura do colonizador era imposta aos nativos. Infelizmente, a atual realidade brasileira não se destoa do documentário, visto que as línguas indígenas estão sendo extintas. É notório, que isso ocorre devido a desvalorização da cultura do índio e a globalização.
Primeiramente, é válido ressaltar que a valorização de um povo é imprescindível para a sua manutenção. Nesse contexto, o Expressionismo foi um dos principais movimentos literários do século XIX. Edward Much, um dos principais vanguardistas, pintou a tela ‘O Grito’, a qual retratava os medos e angustias de sua época. Observa-se esses mesmos sentimentos em relação a desvalorização da cultura dos nativos. Certamente, a falta de interesse da sociedade e do Estado em preservá-la, é um dos principais fatores para a extinção das línguas indígenas. Vê-se que não existe um debate ou um movimento com a finalidade de preservar esse matrimônio, o que é um absurdo na atualidade.
Segundamente, é importante salientar que o contato com a globalização também pode influenciar o desaparecimento dessas linguagens. Sabe-se que no período colonial, o Brasil impunha sua cultura aos Africanos, e não os deixava dialogar na suas línguas maternas, somente no português. É inegável, que assim como os negros, todas as tribos sofrem com uma situação semelhante, na qual a globalização exerce uma influência indireta sobre os costumes de um povo. Contudo, isso afeta principalmente os índios, trazendo vários prejuízos, inclusive a extinção da sua língua. É preciso, portanto, tomar atitudes para a mudança desse cenário.
Logo, medidas devem ser tomadas para resolver essa situação. O Ministério da Cidadania- responsável pelo pelo bem-estar dos cidadãos- deve criar uma disciplina nas escolas, na qual os alunos irão aprender sobre a cultura e a linguagem indígena. Isso ocorrerá por meio de um projeto de lei que deve ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que as aulas acontecerão uma vez por semana. Espera-se, com isso, a valorização das línguas indígenas.