A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 18/09/2020

No Brasil Colônia, período marcado pela colonização portuguesa, ocorreu a apropriação cultural dos indígenas por parte dos padres portugueses, nos quais introduziam os ideais europeus na sociedade colonial. De maneira análoga, esse processo de extinção da cultura indígena e, consequentemente, das tradições e línguas nativas ainda continua na contemporaneidade brasileira, devido à idealização de superioridade dos povo europeus por parte dos brasileiros, promovendo uma educação histórica inadequada. Assim, é possível afirma que as raízes históricas e sua respectiva má educação são os principais fatos que promovem a extinção de línguas indígenas no Brasil.

A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que acontecimentos maléficos do passado podem ocorrer nas gerações futuras, como a apropriação indígena, caso não forem acompanhados com um discernimento histórico adequado. Analogamente, esse processo de extinção da língua nativa brasileira é proveniente do pensamento de superioridade europeu em relação às demais nações mundiais que, infelizmente, ainda persiste no Brasil e em todo o mundo. Dessa forma, para que haja a preservação da cultura pátria, faz-se necessário o rompimento com os ideias coloniais portugueses.

Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo da educação na luta contra qualquer ideologia maléfica à sociedade, como é o caso da superioridade na colonização portuguesa no Brasil. Analogamente, esse ideal difundiu uma aprendizagem pautada nas bases europeias de supremacia em relação à sociedade brasileira, que promoveu, por conseguinte, a extinção de diversas línguas indígenas. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educativas a respeito dos acontecimentos nocivos à sobrevivência das tradições nativas.

Posto isso, é perceptível que o Brasil Colônia deixou vertentes históricas maléficas pautadas nas bases europeias, maximizando a difusão de uma educação inadequada. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover palestras de âmbito social, com o objetivo de demonstrar os malefícios da persistência das ideologias portuguesas desde a colonização brasileira, na qual promoveu a extinção de tradições e línguas indígenas, por meio de historiadores renomados na área de história do Brasil, com o intuito de mudar a mentalidade da população em relação à permanência desses ideais maléficos e, consequentemente, o reaparecimentos de culturas nativas extintas e ameaçadas no passado. Ademais, essas palestras devem carregar os princípios de Nelson Mandela, que é uma educação de qualidade para mudar a perspectiva de pensamento social.