A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 17/09/2020

A transformação de um país com uma linguagem unificada

O Novo Acordo Ortográfico, que passou a ser obrigatório em 2016, visa a padronização da Língua Portuguesa nos países que a utilizam como predominante. Desde então, nota-se um esforço por parte das instituições de ensino e dos profissionais de educação para implantar os novos conceitos. O que não se observou, foi o fato de que no Brasil ainda existem comunidades que cultivam sua língua nativa, como no caso dos índios, que a preservam e a perpetuam para as próximas gerações.

Diante de tamanha diversificação de linguagens indígenas existentes no país, encontra-se muita dificuldade para disseminar o aprendizado da Língua considerada padrão. De um lado, o acesso às escolas é realidade distante de tais povos, dos quais ainda não fazem uso sequer da educação básica. Por outro lado, também verifica-se a relutância por parte dos nativos em aprender uma forma nova de se comunicar, pois acreditam que estão perdendo algo que pertence a eles.

Em relação à situação encontrada, é possível constatar que uma forma de tentar alfabetizar uma enorme parcela da sociedade brasileira, que encontra-se distante do aprendizado, é a unificação da fala e da escrita, às quais permitirão maior facilidade de comunicação. A partir do momento em que povos indígenas pudessem ler, falar e escrever de acordo com a norma culta da Língua,  passariam a entender e buscar mais dos seus direitos.

Diante dos fatos expostos, é perceptível que há a necessidade de implementação de políticas públicas no sentido de criar centros educacionais em comunidades que ainda fazem uso de Línguas distintas, não com a intenção da exterminação destas, mas com o intuito de melhorar a educação do país, garantindo o acesso de ensino a todos.