A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/07/2020

As relações de trabalho sofreram alterações com o passar dos anos. O trabalho escravo, que nos séculos anteriores era frequente, na sociedade contemporânea tornou-se ilegal. No entanto, muitas pessoas ainda são exploradas em seu ambiente laboral. É comum relatos de indivíduos que cumprem carga horária além da permitida por lei e recebem salário menor que o mínimo estabelecido na legislação trabalhista. Fazer do lar uma extensão do trabalho também tornou-se uma prática comum.

O desemprego, a baixa escolaridade e a desigualdade social contribuem para que o trabalhador se submeta à exploração e às condições indignas de trabalho. Como exemplo, pode-se citar os ciclistas de aplicativo que trabalham fazendo entregas no centro de São Paulo. Em entrevistas, alguns desses entregadores disseram que trabalham até quinze horas por dia e não recebem nem o salário mínimo legal.

Outro fator que, atualmente, também tem contribuído para a exploração de mão de obra é a tecnologia. O trabalho “home office” rompeu as estruturas físicas das empresas e entrou na casa dos trabalhadores, fazendo parte da rotina da casa. Porém as pessoas acabam trabalhando mais horas do que prevê o contrato de trabalho, o que gera uma exploração física e mental, pois há uma pressão exercida por parte das empresas em relação aos empregados, que se submetem à essa situação para não perderem seus empregos.

Portanto, o Ministério do Trabalho deve fiscalizar com mais rigor as relações laborais e promover campanhas de conscientização para que a exploração trabalhista não seja uma realidade na sociedade moderna. Essa é uma forma de zelar por um ambiente de trabalho saudável e pela dignidade do trabalhador.