A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/07/2020

De fato, a exploração do trabalho na sociedade atual é algo a ser discutido. Porém, o abuso dos trabalhadores é algo que persiste há muito tempo, com sua origem na Revolução Industrial, em que não se havia nenhum direito. Ademais, problemas presentes até hoje, como o descaso com a saúde mental do profissional, e a supervalorização do lucro, são presentes. Logo, medidas interventivas são necessárias para mitigar essa problemática.

Em primeira análise,  há de se falar sobre como o mercado de trabalho atual tem se comportado diante da saúde mental de profissionais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a saúde mental não se limita apenas a ausência de doenças mentais, mas sim com a capacidade de lidar com o estresse e ser produtivo. Além disso, algo que ocorre regularmente são as empresas sobrecarregarem os seus funcionários através da cobrança de resultados, que sucede no seu estresse, por medo de ser demitido. Por exemplo, o youtuber Rato Borrachudo encerrou seu vínculo contratual com o Facebook por sofrer com ansiedade e depressão, resultado da cobrança exacerbada da empresa, que visava maiores metas.

Outrossim, necessita-se falar também sobre a supervalorização do lucro em relação ao trabalhador. Consoante a Karl Marx, o proletário sofre com o Mais-valia, que nada mais é que a exploração do funcionário, em que se recebe muito menos que sua mão de obra vale. Em suma, percebe-se que essa é a base do capitalismo, mas a problemática reside no excesso dessa exploração, que resulta na desvalorização do profissional.

Depreende-se, portanto, que a exploração trabalhista, apesar de ter diminuído muito em relação à Revolução Industrial, ainda existe. Assim, é papel do Estado regular as empresas, por meio de leis que obrigam a contratação de profissionais na área da psicologia, com o intuito de garantir a saúde mental dos empregados. Cabe novamente ao governo impor uma maior taxa de arrecadação para o profissional, por intermédio de leis, com o objetivo de diminuir a grande diferença entre o chefe e o proletário.