A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 08/07/2020

No período colonial do Brasil, a economia era açucareira, latifundiária e escravista. Primeiro foi escravizado os índios e como eles resistiram, trouxeram os negros para servir como mão de obra de exploração. Entretanto, em 1888 foi assinada a lei Áurea que garantia o fim do abuso desumano de trabalho. Dessa forma, nota-se que esta exploração trabalhista ainda persiste na sociedade moderna, ora pela omissão do Poder Público, ora pela negligência populacional, o que torna necessário medidas para amenizá-los.

A princípio, vale salientar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos condena a escravidão e garante aos cidadãos os princípios de liberdade e igualdade, porém ainda há empregos que exploram o prestador de serviços. Nesse cenário, segundo o jornal El País, os entregadores de aplicativos fizeram a primeira grande paralisação da categoria no Brasil, eles pediam por melhores condições de trabalho para as gigantes tecnológicas como Rappi, Uber e iFood. Esses trabalhadores são submetidos a jornadas exaustivas, baixo salário e, principalmente durante a pandemia do COVID-19, não têm equipamentos de proteção (máscara e álcool em gel). Desse modo, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego investigar essa exploração trabalhista.

Além disso, é importante destacar que não é somente nos filmes, séries e novelas que a exploração trabalhista é retratada. Outrossim, é frequente encontrar em jornais nacionais e internacionais sobre empresas que utilizam do trabalho escravo infantil. Nesse contexto, de acordo com a Folha de São Paulo, muitos fabricantes mundiais de chocolate, como Nestlé, Mars e Hershey, não sabem de onde vem todo o cacau utilizado. Nesse âmbito, cerca de dois terços da oferta mundial de cacau vêm da África Ocidental, onde mais de dois milhões de crianças estão envolvidas em trabalho perigoso nas regiões de cultivo do cacau. Dessa maneira, uma “lista suja” foi criada para alertar a população dos estabelecimentos que cometem esse tipo de crime contra a dignidade humana.

É notável, portanto, que a exploração trabalhista na sociedade moderna necessita urgentemente ser amenizada. Logo, é necessário que o Governo Federal, junto com o Ministério do trabalho e Emprego, investigue esses trabalhos por meio do grupo especial de fiscalização móvel, a fim de diminuir a servidão de pessoas e garantir a liberdade e igualdade de todos os cidadãos. Ademais, a mídia deve expor projetos, debates e campanhas publicitárias de conscientização por intermédio da “lista suja” para alertar a população sobre os estabelecimentos que cometem a exploração infantil, visando a diminuição desse crime contra a dignidade humana. Nesse sentido, será possível sonhar com a liberdade garantida na Carta Magna.