A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2020
A histórica revolução industrial é o grande marco do que hoje chamamos de trabalho, sabe-se que naquela época a exploração trabalhista era comum, uma jornada de trabalho muito alta e pesada com baixa remuneração, muitas vezes realizadas por crianças caracteriza os primórdios da indústria. Contudo, apesar das muitas melhorias feitas através dos anos, ainda é notória a existência de exploração trabalhística no Brasil, tratada com descaso, essa situação precisa ser solucionada.
Jornada de trabalho exaustiva, baixa remuneração, enfoque em lucros ao invés de pessoas, todos estes pontos fizeram parte da exploração trabalhista na revolução industrial e são vistas até hoje, estima-se que no Brasil a cada 10 brasileiros apenas 3 possuem emprego de carteira assinada dentro das legalidades asseguradas por lei, segundo dados do IBGE, a tendência é que este quadro só aumente devido ao excesso de burocracia e alta carga tributária na hora da contratação.
Além disso, um estudo do Instituto de Economia e Ciências Sociais da Alemanha, lançado em 2018 aponta que o Brasil tem o terceiro pior salário mínimo no mundo, sendo considerado muito baixo para atender as despesas básicas. Apesar da baixa remuneração, o maior fantasma explorador ainda é a vigência exacerbada em lucros, atualmente o Brasil enfrenta uma crise epidêmica, mesmo assim os lucros têm sido priorizados acima de vidas, recentemente o Presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que " a economia não pode parar pelo coronavírus " defendendo a volta do trabalho em meio ao isolamento social, tal pensamento é consoante e incentiva o lucro como prioridade custe o que custar, mesmo que isso signifique vidas, o pensamento também contraria as medidas impostas pela OMS.
Em conformidade com o discurso do presidente muito empregadores apoiaram a volta do trabalho em meio ao cenário emergencial, demonstrando total desprezo pela vida. Tendo isto em vista, estes trabalhadores são expostos a condições duvidosas de saúde sendo expostos a riscos em troca de cifrões.
Em síntese, o trabalhador sempre esteve submisso desde o século XIX até o XXI poucas coisas mudaram, a exploração só ganhou novos nomes e aspectos dentro do ambiente de trabalho. Em suma, o trabalhador precisa ser assistido verdadeiramente por seus direitos previstos por lei, é preciso que haja fiscalização sob o cumprimento destes direitos, cabe ao Ministério do Trabalho agir como órgão fiscalizador e cumprir com as leis trabalhistas vigentes na constituição aplicando multas severas aos que descumprirem, possibilitando assim que os trabalhadores recebam o mínimo de valorização por seus serviços priorizando a vida do que o lucro.