A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 22/08/2022

Gregório de Matos, poeta luso-brasileiro, ficou conhecido como “boca do inferno” , por denunciar, de maniera ácida, os problemas que assolavam o século XVII. Talvez, hoje, ao se deparar com a eficiência da política antidrogas brasileira o autor produziria críticas, uma vez que o entrave precisa ser mitigado no âmbito social.

Dessa forma, é válido salientar que essa realidade é fruto na negligência governamental e da falta de visibilidade dada ao tema na sociedade.

Á luz dessa perspectiva, a carência de investimentos estatais comporta-se como um dos motivadores do réves. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, é obrigação do Estado proporcionar meios que auxiliem no progresso social. Todavia, é notório que as autoridades não cumprem com essa conformidade, de modo que a eficácia do sistema antidrogas no país está cada vez mais falha, agravando cada vez mais a vida daqueles que passaram a depender desse vício e também aos seus familiares, os quais tem que lidar com sérios problemas todos os dias, sejam eles psicológicos ou financeiros. Dessa forma, é cabível que o cenário mude para que a premissa de Hobbes seja realizada.

Outrossim, cabe frisar a impotância que esse cenário deveria ter na sociedade.

Em perspectiva disso, de acordo com o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “silenciamento dos discursos”, muitos temas são omitidos na sociedade afim de se ocultar as mazelas sociais. Analogamente, o corpo social não da a visibilidade necessária para que a política antidrogas tenha seu objetivo cumprido, uma vez que os cidadãos precisam saber das consequências que essa prática pode acarretar, assim como também as punições para quem não exerce as leis. Logo, essa realidade tem que ser mudada para que não haja omissão de mazelas.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a eficiência da política antidrogas no Brasil. Posto isto, o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação, deve promover palestras nas escolas e nas comunidades, com o intuito de conscientizar e informar os jovens e demais cidadãos a respeito desse sistema. Ademais, o Ministério das Comunicações em parceria com redes sociais, devem fazer a divulgação de posts e notícias sobre os casos de drogas no país, para que dessa forma, se boca do inferno estivesse vivo, não faria críticas da atualidade.